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Fui para a Copa do Mundo a trabalho, com meu pai, para fazer cobertura de conteúdo. Sou botafoguense, assim como ele, e o futebol sempre esteve presente na nossa relação. Isso ajuda a explicar por que também fez sentido eu estar ali.
Mas minha cobertura nunca foi a cobertura de jogo. Não fiz transmissão, não comentei escalação, não entrei no time de quem analisa tática ou resultado.
O que fiz foi criar conteúdo dentro do entorno da Copa: a festa, a comoção, o clima de torcida, tudo que acontece ao redor do futebol, mas não é o jogo em si.
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Um conteúdo que dialoga com o tema, que usa o futebol como pano de fundo, sem depender de repertório técnico para fazer sentido.
Foi esse o meu lugar dentro do 2026 Convocados, parceria entre a Play9 e a Globo.
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Esse formato só funcionou porque as marcas que participaram entenderam a diferença entre me colocar como comentarista e me deixar ser o que eu já sou nas minhas redes.
Não me pediram para produzir uma análise técnica sobre futebol; pediram um conteúdo que tivesse a Copa como contexto, com a linguagem que meu público já reconhece.
O engajamento validou essa escolha: dava para estar dentro do tema principal sem competir com ele, e ainda reforçando toda a comoção em torno do evento.
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O que fica desse projeto, tanto para mim quanto para o mercado, é que um grande evento como a Copa não se resume à cobertura oficial.
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Existe uma camada inteira de conteúdo ao redor dele, ligada à emoção, à festa, ao entorno, que também tem espaço e também gera resultado.
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As marcas que enxergam essa camada e constroem parcerias respeitando o formato de quem já fala com aquele público tendem a colher resultados mais consistentes.