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O principal erro de quem trabalha nas redes sociais é enxergar aquilo como apenas “produção de conteúdo”. Durante minha trajetória na internet, que se iniciou em 2019, percebi que o que eu vinha construindo era, na verdade, um negócio: um ecossistema criativo com múltiplas frentes, que exige estratégia, gestão e constante reinvenção. Hoje, encaro a criação de conteúdo como um empreendimento em todos os sentidos da palavra, e, a partir daí, consigo expandir esse universo.
A rotina por trás das câmeras é intensa e estruturada. Cada vídeo envolve planejamento, roteiro, gravação, edição, análise de desempenho e relacionamento com marcas e parceiros. Há também a gestão de equipe, custos de produção e a necessidade de constante atualização técnica e criativa. Criar é arte, mas manter esse trabalho de forma sustentável é, acima de tudo, um exercício de constância, empreendedorismo, visão criativa e uma pitada de sonho (e quem sabe, sorte).
Um exemplo claro dessa visão é o Mada e Bica, marca que nasceu de vídeos bem-humorados com nossos pets e se transformou em uma propriedade intelectual com produtos licenciados e uma comunidade engajada. Desde o início, quisemos que o Mada e Bica fosse mais do que um perfil divertido: queríamos que tivesse identidade, propósito e potencial comercial. Hoje, ver nossos personagens estampando produtos e gerando conexão real com o público é a prova de que o entretenimento pode se estruturar como negócio.
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Nos últimos anos, também ampliamos nossa atuação no audiovisual. Em 2024, lançamos um curta-metragem que representou um passo importante na transição da internet para o, digamos, “Off-line” (apesar de que nada hoje em dia está realmente fora da internet). Eu e minha esposa, Evelin, estamos constantemente estudando atuação para TV e cinema, aprimorando nossa formação e buscando entender cada vez mais a linguagem audiovisual em profundidade. Esse aprendizado contínuo é essencial para que o conteúdo — seja digital, teatral ou cinematográfico — mantenha qualidade e relevância.
Em 2025, dou um novo passo com a estreia da peça Por Toda A Minha Vida, um projeto que une arte e estratégia. O teatro sempre foi uma paixão, mas também é uma extensão natural desse trabalho criativo. Ele exige entrega, sensibilidade e visão de longo prazo. E tem um detalhe que no dia a dia da criação digital acaba inexistindo: o contato frente a frente com as pessoas.
Hoje, enxergo meu trabalho como uma empresa criativa, com diferentes produtos, formatos e públicos. Tudo é pensado de forma integrada: do conteúdo digital aos produtos licenciados, do teatro ao audiovisual. Porque no fim, empreender com criatividade é exatamente isso: transformar ideias em valor, visibilidade em legado e autenticidade em um negócio que se sustenta ao longo do tempo. Claro, manter a saúde mental em dia ajuda…mas isso é assunto pra outra pauta rs.