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Por muito tempo, as empresas atraíram, desenvolveram e engajaram talentos com base no propósito vivido no presente e uma expectativa de crescimento profissional.
Neste segundo caso, estou falando de coisas como um aumento salarial, uma promoção, um cargo de liderança ou uma trilha profissional construída em etapas bem definidas.
Era uma época de planos de carreira estruturados. As pessoas conseguiam visualizar os próximos passos, entender o que precisavam fazer para crescer e ter uma boa noção de onde poderiam chegar.
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Essa expectativa sobre o futuro ajudava a manter o interesse, o engajamento e a motivação ao longo da jornada. Afinal, quando existe clareza sobre o amanhã, fica mais fácil encontrar sentido nos desafios do agora.
Só que, nos últimos tempos, as organizações têm conseguido garantir só o hoje. Aquele “futuro previsível” anda mais difícil de ser oferecido…
Quando o futuro deixou de ser previsível
Não é que, no passado, não existiam surpresas e que tudo era cuidadosamente calculado, sem necessidade de fazer desvios na rota. Todo mundo sabe que o futuro sempre foi e sempre será um pouco incerto.
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A questão é que, lá atrás, parecia existir uma estabilidade um pouco maior e que ajudava bastante na hora de planejar os próximos passos.
Porém, há algum tempo, as organizações estão em um cenário diferente: elas precisam lidar com grandes transformações em intervalos cada vez menores.
Nesse contexto de múltiplas transformações, os desafios, as revisões de estratégia e as adaptações de rota acontecem o tempo todo. É um ciclo sem fim.
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Como resultado, o mundo corporativo vive em um estado permanente de gestão da mudança, que obriga as empresas a repensar constantemente seus modelos de negócio, suas soluções, suas estruturas, as tecnologias incorporadas e também sua forma de atrair profissionais.
Isso porque, se não dá mais para “vender o futuro”, como, então, convencer talentos de que sua empresa é o lugar certo para construir uma carreira?
O presente virou o principal diferencial
Tenho escutado muitas lideranças preocupadas com essa questão e, com todas elas, compartilho o meu ponto de vista de que a resposta está aqui, no presente.
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Se antes a promessa sobre os próximos passos dentro de uma empresa pesava na decisão das pessoas sobre onde trabalhar, hoje o foco está muito mais em encontrar um lugar que ofereça uma jornada de desenvolvimento, aprendizado e significado.
É uma mudança de olhar que tem a ver tanto com os desafios corporativos atuais quanto com a mentalidade das novas gerações.
Diferentemente daquele passado em que se trabalhava duro para, só depois, descansar e aproveitar a vida na aposentadoria, as pessoas querem viver agora, enquanto constroem suas carreiras.
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Elas querem crescer profissionalmente, mas também ter tempo para a família, amigos, lazer, viagens e por aí vai. É uma realidade em que tudo acontece junto e misturado.
Claro que, às vezes, é o trabalho que ganha um pouco mais de atenção; em outros momentos, os estudos tomam mais tempo; e tem períodos em que algum projeto diferente se torna o foco maior.
Ainda que a prioridade mude de tempos em tempos, essas várias áreas e atividades compartilham o mesmo espaço: o presente. E, para mim, é aí que está a oportunidade para empresas e lideranças.
Acredito que a missão atual das organizações tem mais a ver com ajudar as pessoas a viverem uma experiência de trabalho relevante no agora do que com fazê-las esperar por um futuro que está lá longe.
Desenvolvimento contínuo gera pertencimento
Na prática, estou falando de criar ambientes em que profissionais possam cultivar sua curiosidade, descobrir novas habilidades, ampliar seu conhecimento, compartilhar ideias, experimentar coisas novas e enxergar impacto real no que fazem todos os dias.
Trata-se de oferecer desenvolvimento contínuo e, mais do que isso, compreender que as pessoas não são talentos do futuro. Elas são agentes de transformação no presente e, nesse novo papel, precisam de um ambiente que estimule participação, autonomia e aprendizado constante.
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Nesse contexto, vale investir em projetos desafiadores, conversas frequentes sobre a jornada profissional, trocas entre áreas, mentorias e momentos que permitam, de fato, que talentos se sintam integrados ao ambiente de trabalho, encontrem propósito no que fazem e ainda sintam que têm espaço para aproveitar a vida fora dele.
A experiência como vantagem competitiva
O resumo de tudo isso é que, quando o futuro é incerto, a experiência ganha ainda mais importância.
Então, em vez de continuar insistindo em promessas difíceis de sustentar em um mundo tão imprevisível, tente levar sua cabeça para outro momento no tempo.
Pense em como criar experiências tão relevantes no presente que as pessoas queiram continuar construindo o futuro junto com a sua empresa. Isso fará toda a diferença agora e também lá na frente.