Supremo avança com inquérito sobre manifestações antidemocráticas

Alvo de críticas contra o inquérito das fake news, o STF começa a migrar as linhas de investigação para a investigação sobre protestos, com a facilidade de ter as duas sob o comando do mesmo ministro

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O Supremo Tribunal Federal (STF) continua a autorizar operações no inquérito que investiga atos contra a democracia, em meio ao acirramento do clima depois do protesto com fogos de artifício disparados contra o a sede da Corte. Essa investigação também tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, que comanda o inquérito das fake news.

A principal diferença entre os dois inquéritos é de forma. O que trata dos atos antidemocráticos começou e está seguindo como manda o figurino. Foi aberto a pedido da PGR, o relator foi sorteado e não indicado, operações e diligência foram feitas por iniciativa da PGR ou com anuência prévia dela e – mais importante –, entre os suspeitos, há um parlamentar, Daniel Silveira (PSL-RJ), que justifica o foro no STF.

Como os fatos apurados nos dois inquéritos muitas vezes têm conexões, a expectativa é vermos outras medidas “repetidas” e foco cada vez maior nos empresários suspeitos de financiar ativistas.

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Os alvos principais da rodada de buscas e apreensões foram o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), o empresário Luís Felipe Belmonte e o publicitário Sérgio Lima, ligados ao Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro pretende criar. Além disso, o dono do canal de internet Terça Livre, Allan dos Santos, voltou a sofrer busca em menos de um mês.

Alvo de críticas contra o inquérito das fake news, que deve ser mantido em votação nesta semana, o STF começa a migrar as linhas de investigação para a investigação sobre protestos, com a facilidade de ter as duas sob o comando do mesmo ministro.

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