Defensores da Lava-Jato voltam à cena

Augusto Aras ganhou, mas não levou e a decisão do presidente, Dias Toffoli, só será discutida em colegiado quando Fachin quiser liberar o processo

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A decisão do ministro do Supremo, Luiz Edson Fachin de impedir o compartilhamento dos dados das investigações da operação Lava Jato com a PGR zera o jogo, com viés favorável aos procuradores de Curitiba.

Os dados ainda não chegaram a Brasília, já que, pelo volume, levariam cerca de 15 dias para serem copiados. Augusto Aras ganhou, mas não levou e a decisão do presidente, Dias Toffoli, só será discutida em colegiado quando Fachin quiser liberar o processo.

Entre as várias origens dos movimentos contrários à Lava Jato, o mais propalado atualmente é o interesse do bolsonarismo em abalar a popularidade do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Ele e integrantes da operação teriam manifestado intenção de concorrer em eleições, o que explica também a proposta de Toffoli de uma quarentena de 8 anos para magistrados e membro do MP.

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Importante ressaltar que, em setembro, o cenário ficará mais equilibrado em favor da Lava Jato também por conta da chegada de Luiz Fux ao comando da Corte. O ministro é reconhecido apoiador do trabalho de combate à corrupção. Curitiba e as demais forças-tarefa ganham no Supremo um aliado em condições de trabalhar para distensionar o ambiente.

Saiba o que esperar da volta dos trabalhos no Judiciário:

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