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Relatório de emprego nos EUA dá folego extra ao mercado

Bolsas e juros continuaram o movimento de risk-on com dados de emprego nos EUA. Dados mais fracos de emprego significam que o Fed não precisaria subir mais os juros ou até, quiçá, iniciar o ciclo de corte mais cedo.
Por  Alexandre Aagesen -
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Não bastasse o Tesouro, o Fomc e o Copom na quarta, na sexta ainda tivemos um Non-Farm Payroll (NFP) ajudando mais um pouco. Precisei ajustar os três gráficos de juros (abaixo), que fecharam tanto que saíram do quadro. Literalmente off-the-chart. Espero que a essa altura você entenda que o NFP ajudar significa que ele veio mais fraco que o esperado, e que o desemprego nos EUA subiu. Nem sempre isso foi verdade, mas, neste momento, más notícias ainda são boas notícias. Enquanto juros americanos estiverem tão estressados, vai ser assim mesmo.

Mais um ponto que vale acompanhar é a extensão do pregão. A partir de hoje, a Bolsa de São Paulo vai seguir aberta até as 18 horas. Uma extensão dessas faria estrago na Aston Martin ontem. Se tivesse mais 10 metros de pista, acho que o Alonso iria ter perdido o pódio (se você não assistiu ontem, o espanhol deu uma aula de resistência). Outra extensão que vale acompanhar é o caso Light. O Tanure, que já é o maior acionista da companhia, quer iniciar o próximo capítulo da história, com novas compras no setor. E por fim, a Coreia do Sul proibiu a prática de short-selling, as vendas a descoberto. Isso fez o índice de referência subir mais de 5% no dia, movimento técnico, ajudado também pelo NFP mais fraco de sexta, claro.

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Alexandre Aagesen Com mais de 15 anos de mercado financeiro, é CFA Charterholder, autor do livro "Formação para Bancários", host do podcast "Mercado Aberto" e Investor na XP Investimentos

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