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Inflação, Temporada de Resultados e Tensão no Oriente Médio

Dados de inflação altos não movem o mercado. Hoje começa a temporada de resultados. Ataque aos Houthis puxa petróleo.
Por  Alexandre Aagesen
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Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Três dados de inflação: Dois acima do esperado (Brasil e EUA) e um abaixo (Argentina). Nunca pensei que colocaria as coisas dessa forma, mas cá estamos. No Brasil, inflação alta (+0,56%), acima do consenso e linha-a-linha ruim, mas sem mudar o plano de voo do BC. Curva até fechou um pouco. Nos EUA, inflação alta (+0,3%), acima do consenso e linha-a-linha ruim, mas sem mudar o plano do Fed. Curva até fechou um pouco. Na Argentina, inflação alta (+25,5%), mas abaixo do consenso (Milei considerou uma vitória ter fechado abaixo de 30%) e tanto faz a linha-a-linha: esses 25,5% foi no mês mesmo! E sei lá qual é o plano do Banco Central Argentino, se mudou alguma coisa, ou se é que tem um (tanto BC quando plano). E hoje, nessa oitava-feira da segunda semana de janeiro, temos PPI nos EUA – índice de preços ao produtor – indicador antecedente do CPI. Vale acompanhar.

O que também saiu ontem que é GIGANTE, foi a sanção do Lula na lei que muda a tributação de previdência (pasmem) para baixo. Bom, ainda não foi regulamentado, então quero ver os detalhes, mas parece que o que era bom, ficou ainda melhor. E hoje nos EUA, começa tudo de novo. A Fantástica Fábrica de Resultados (não que sejam fabricados, mas sempre termina em chocolate). Começamos pelos grandes bancos, como sempre, e o pico de divulgações é só mais para o fim do mês. As expectativas estão baixas, então não fique surpreso quando ler em algum lugar que foram superadas. O time do grande Paulo Gitz (leia “Jitz”, não “Guitz”) escreveu um relatório bem legal aqui.

E se você estava achando que 2024 ia ser tranquilo: 1- você estava errado; e 2- você estava maluco. Ontem no fim do dia, uma coalizão liderada pelos EUA com participação britânica atacou “diversos alvos dos rebeldes Houthi no Yemem”, no sul da Península Arábica, de acordo com o Wall Street Journal. O Irã (aliado de primeira ordem dos Houthis) já se manifestou contra o ataque. Houve relato de bombas lançadas contra a embaixada Estadunidense em Bagdá. Aquele tipo de notícia que (felizmente) estávamos desacostumados a ver, agora (infelizmente) voltam aos jornais – e aos preços (viu o petróleo?). É isso, para mim chega: Pelo poder investido a mim por mim mesmo, declaro abertas as férias para 100% do time do One Page. Como sempre, o time inteiro gosta de tirar férias junto, e dessa vez não seria diferente. Até a volta, meus amigos. Até a volta.

Ficou com alguma dúvida ou comentário? Me manda um e-mail aqui.

Alexandre Aagesen Com mais de 15 anos de mercado financeiro, é CFA Charterholder, autor do livro "Formação para Bancários", host do podcast "Mercado Aberto" e Investor na XP Investimentos

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