Testamos: Porsche Macan, o “carro de entrada” da marca alemã no Brasil

Pela bagatela de R$ 440 mil, você pode ter um Porsche na garagem – e a versão básica do Macan já é "do carvalho"!
Por  Raphael Galante -
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Caros leitores, digníssimas leitoras,

No mês passado, tivemos a “ingrata” tarefa de testar o novo Porsche Macan.

Para começar, a Porsche é aquela marca que está sempre em crescimento: se pegarmos seu volume de vendas nos últimos oito anos, notamos que ela conseguiu registrar um crescimento médio de 24% ao ano, ou de 344% no acumulado.

Ou seja, é aquilo que a gente sempre comenta: lá no adorável mundo de Caras, lá na “nata da nata”, não existe tempo ruim!

O mercado de luxo (todos os setores) é “quase sempre” ascendente. Você ter um crescimento médio (no volume de vendas) de 24% ao ano, nos últimos sete anos, é o melhor dos mundos. Ou seja, eles quase quintuplicaram as vendas no período.

Mas vamos lá: qual é a boa do Porsche Macan?

A grande sacada aqui é que ele é o “carro de entrada” da marca. Pela bagatela de R$ 440 mil, você pode ter um Porsche na garagem!

Lógico que a “nata da nata do mundo de Caras”, poderia optar pelo 911 Turbo Cabriolet, com preço por volta de R$ 1,6 milhão… mas vamos focar no carro de entrada da marca.

Além do preço, a Porsche acertou em trazer um novo SUV. Hoje, o mercado de SUVs no Brasil corresponde a quase 40% das vendas de veículos. Nada mais certo do que querer abocanhar um pedaço dele.

Sim, antes do Macan, tínhamos o outro SUV da marca, a Cayenne – mas, aí, o preço é de R$ 200 mil a mais! Ou seja, eles vieram com um novo produto, num novo segmento, que vai roubar mercado de um monte de marca e manter o crescimento nos próximos anos. “Esses germânicos” sabem o que fazem!

Sobre o carro: a versão básica já é “do carvalho”! Com um motor 2.0 turbo, ele entrega 265 cavalos de potência. Já a versão GTS possui um motor V6 2.9L biturbo que gera a incrível brutalidade de 440 cavalos de potência!

Na versão GTS, você “avoa” de 0 a 100 Km/h em 4,5 segundos. E o melhor de tudo é que ele não é um carro alcóolatra! No teste, com o nosso pé de tijolo, conseguimos manter uma média de consumo na casa de 9,5 quilômetros por litro (como se quem compra um carro desses fosse se preocupar com o preço da gasolina).

Visualmente a grande mudança do carro ocorreu no para-choque redesenhado. Além disso, a grade central está um pouco menor e tem outras duas entradas de ar logo abaixo dos faróis, que são interligadas por uma barra mais abaixo, onde fica a placa de identificação.

Internamente, o carro continua com a sua “chave” ao lado esquerdo, junto com o seu “crássico” relógio analógico no meio do painel, assim como nos principais carros da marca.

Um ponto maravilhoso do carro (e ao mesmo tempo um pouco broxante) é a sua acústica! Ela é excelente – você não houve nada do mundo exterior! É como se o pessoal do “mundo de Caras” continuasse no seu mundo à parte!

O lado ruim disso é que, se você gosta de ouvir o ronco do motor V6 2.9L biturbo do carro, terá que dirigir com a janela aberta para poder apreciar a brutalidade dele.

Por fim, o melhor do carro foi que mesmo pessoas desprovidas de beleza (como este vil estagiário) conseguem ser o centro das atenções por onde andam com ele. Afinal de contas “euzinho” andando no novíssimo Porsche Macan “azul calcinha” lá nas quebradas não é sempre que acontece…

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Raphael Galante Raphael Galante é economista, trabalha no setor automotivo há mais de 20 anos e atua como consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva.

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