Ações do setor automotivo sobem oito vezes mais que o Ibovespa

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Caros leitores, digníssimas leitoras: quem nos acompanha sabe que, nos últimos meses, montamos nossa carteira teórica de ações com empresas que possuem um bom foco no setor automotivo. Mas se você está chegando agora por aqui, algumas explicações:

1. Na nossa carteira, não há ações das locadoras. São dois motivos: o primeiro é que o pessoal de locadoras não gosta da gente – logo também não gostamos deles (:P). O segundo é que eles teriam um peso gigantesco no nosso índice e impactariam terrivelmente nele;

2. Nosso índice é composto por nove empresas que não fazem parte do Ibovespa, então não espere liquidez;

3. As empresas que compõem o nosso índice são: Plascar; Vamos; Metal Leve; Fras-le; Julio Simões; Iochpe-Maxion; Marcopolo; Randon e Tegma;

4. Nosso índice começou efetivamente em fevereiro deste ano depois da entrada da Vamos.

Por fim, vale lembrar que apenas pessoas e empresas credenciadas podem ofertar/vender relatórios e/ou auxiliar em aplicações financeiras.

Enquanto o Ibovespa encerrou o mês de julho com uma retração de 3,94%, nosso índice “Tabajara” do setor automotivo cravou evolução de 2,22%, engatando assim o quinto mês consecutivo de crescimento.

O grande destaque do nosso índice foi o pessoal da Vamos e da Fras-le (24% do nosso índice), que registraram valorização nas suas ações superior a 20%. Elas foram as grandes responsáveis pelo bom resultado deste mês.

No acumulado do nosso ano (de fevereiro a julho), a carteira teórica do setor automotivo teve alta de 45,83%, contra 5,85% do Ibovespa.

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O bom resultado da nossa carteira/índice é que ele é 100% focado no setor automotivo. E como ele está sendo esse ano? Segundo a Fenabrave, no período de janeiro a julho, o mercado de leves (automóveis e comerciais leves) registra evolução de 26%. O mercado de pesados (caminhões e ônibus) teve alta de 41%, motos com quase 45% de crescimento e Implementos Rodoviários com mais 57%.

Por exemplo, a LEVE3 tem como foco a fabricação de componentes dos motores além de filtros; já a FRAS3, grosso modo, é a responsável pela produção de itens de frenagem como pastilhas; lonas e sapatas; a PLAS3, em linhas gerais, faz o painel do seu carro!

E o resultado das empresas do nosso índice foi dessa forma:

Já as empresas que vêm performando mal (abaixo do Ibovespa) são a Tegma, que até vinha se recuperando nos últimos meses – mas aí rolou aquele buchicho que o pessoal da Julio Simões iria incorporá-los. Assim, baixou a filosofia Nunes no pessoal da Tegma: todo mundo pensava que eles iam e, no final, acabaram não “fondo”; a Marcopolo, que está com crescimento bem abaixo da nossa expectativa; e a Randon, cujo segmento (Implementos Rodoviários) registra crescimento nas vendas de quase 60% e a expectativa (para o setor) é de um novo crescimento de dois dígitos para o ano que vem! Mas, enquanto não acabarem os vinhos do seu Raul, a gente vai prestigiando o papel…

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Raphael Galante

Raphael Galante é economista, trabalha no setor automotivo há mais de 20 anos e atua como consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva.