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Como declarar criptos no Imposto de Renda? Tire todas as dúvidas de última hora

A RECUPERAÇÃO DO MERCADO DE MOTOS.

O passado explicando o presente; o presente explicando o futuro.

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Após 24 meses agonizando suas vendas, o setor de duas rodas começa a esboçar uma reação. OK! Não é nenhuma “grande recuperação”, a gente sabe – mas também não preciso mais chamar o padre para  dar a extrema-unção…..

Neste primeiro trimestre, deveremos encerrar com um volume de vendas de quase 360 mil motos, contra 352 mil motos do primeiro trimestre do ano passado, crescimento de 2,23%.

É aqui temos um ponto para comemorar! As vendas pararam de cair! Não vou vender as quase duas milhões de motos, como em 2011, mas devo chegar a 1,5 milhão de unidades vendidas. Provavelmente venderemos pouco a mais que o ano passado  (1,5% a 2% a mais), mas pelo menos paramos de sangrar!

O grande questionamento é: O que aconteceu com o mercado de motos? Bem, bolamos dois gráficos para “mais ou menos” explicar o ocorrido:

Como era o mercado de motos? As vendas de motocicletas possuem uma grande dependência do mercado de consórcios. Em resumo, o mercado e motos só é o que é, por causa do Sistema de Consórcios. No período de 2000 até 2004, em média 54% das motocicletas vendidas eram através desta sistemática. Com a entrada das financeiras ofertando crédito entre 2005 e 2011, a participação do Sistema de Consórcios (em média) caiu 20 pontos percentuais – foi então para 34%. Já no novo ciclo, de 2012 até 2014, estamos com uma média de 50%.

 

 

Neste contexto, desde o início do apogeu do setor de duas rodas em 1994, o setor vinha crescendo da mesma forma que o setor de consórcios vinha evoluindo.

Para entendermos melhor, fizemos um gráfico um pouco mais explicativo:

 

 

O que colocamos neste gráfico? A linha em marrom, representa as vendas de motocicletas. Já a linha em azul é a quantidade de participantes ativos NÃO CONTEMPLADOS (entrega futura) no sistema de consórcios. Já as barras em cinza é a razão dos não contemplados sobre as vendas.

Como dissemos, no período de 2000 até 2004, haviam mais consorciados não contemplados do que vendas de motocicletas. Ou seja, eu estava sempre “poupando cliente” para o futuro. Com a entrada dos bancos, de 2005 até 2011, as vendas de consórcio estagnaram: a minha razão diminuía e, por consequência, a minha “poupança”. Já nos últimos tempos, de 2012 até 2014, tivemos a retomada das vendas de consórcios; o que aumentou a minha razão e a minha participação nas vendas.

Este último gráfico mostra basicamente isso: O PASSADO EXPLICANDO O PRESENTE E O PRESENTE EXPLICANDO O FUTURO. O que isso quer dizer? Quer dizer que, como no passado eu deixei de vender cotas de consórcio, eu acabei sofrendo “num presente recente”.  Já com o aumento das vendas de cotas nos últimos tempos,  estou garantido uma venda de motos no futuro.

E aqui tem uma variável boa e uma ruim para o setor de duas rodas. A venda de cotas está sendo bem consistente. O lado RUIM é que, atualmente (devido ao alto grau de endividamento da população brasileira), as cotas atuais estão sendo vendidas num prazo médio de 60 meses. No período de 2000 até 2006, o prazo médio era de 36 meses. Isso significa que todo o meu esforço de venda terá um resultado mais adiante. O lado BOM é que eu garanto um crescimento sustentável para o setor por um longo período de tempo.

Como apontamos, o crescimento do mercado de motos deverá ser marginal neste ano (1,5% a 2%) e um pouco melhor para 2015 (entre 3% a 5%). Mas, quando olhamos para o médio prazo, vislumbramos que: SE O MERCADO DE MOTOS APRENDEU ALGUMA COISA COM OS SEUS ERROS, ele voltará a pujança que era no passado.

Para finalizar: Sabe a Honda? Aquela marca que tem 82% do mercado de motocicletas? Então…. Eles possuem mais de 85% dos total de consorciados de motocicletas não contemplados. Tá ai uma liderança de ser quebrada….

Raphael Galante

Raphael Galante é economista, trabalha no setor automotivo há mais de 20 anos e atua como consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva.