Pagar dívidas, fazer compras de fim de ano ou investir?

O mês de novembro está chegando e com ele aumenta a expectativa de muitos trabalhadores assalariados, que aguardam com ansiedade o pagamento da primeira parcela do 13° salário. Para grande parte deles o salário extra pode representar a melhor chance de se livrar de antigas dívidas, saldar as contas atrasadas, arrumar a casa para as festas de fim de ano, fazer alguma reserva financeira para enfrentar o aumento das despesas no começo de 2018 ou mesmo investir em aplicações de longo prazo, pensando no futuro.

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A chegada do 13º salário coincide com o aumento de gastos típicos de final de ano, como troca de presentes, ceia de Natal e viagens. Mas é preciso considerar as despesas previstas para o início de 2017, além de olhar para a vida financeira e usar essa renda extra de forma consciente, respeitando o padrão de vida da família.

 

É importante entender que o 13º salário foi criado para ser uma gratificação de fim de ano, algo a ser recebido pela população como um presente. Hoje, muitos contam com ele para pagar as dívidas que já têm ou para começar novas, uma evidência de que gastam mais do que a sua renda permite.

 

Dinheiro extra não deveria ser utilizado para quitar dívidas, afinal de contas, o correto é planejar e ter dívidas que caibam no orçamento mensal. O 13º, então, deveria ser poupado, investido (para render) e destinado para a realização de sonhos/objetivos de curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo prazos (acima de dez anos).

 
Fazer as compras de Natal

O que muita gente tem em mente é utilizar parte dele para fazer as compras de Natal, o que não é errado, desde que isso já tenha sido programado. Uma maneira de fazer isso é escolher uma época do ano (geralmente o início) para planejar todos os gastos, como os do Natal. Se puder inserir as despesas com a ceia e os presentes já no orçamento financeiro mensal e poupar o 13º inteiramente para os sonhos, melhor ainda.

 

Livrar-se das dívidas

Para aqueles que estão endividados e veem esse dinheiro extra como a solução dos problemas, saiba que ele não é e esse pensamento só faz com que essa situação continue acontecendo ano após ano. É claro que livrar-se das dívidas pode – e deve ser um sonho –, mas não o único.

Antes de sair pagando as dívidas, analise todas elas, saiba o total, os juros, o prazo, enfim, reúna todas as informações possíveis. A partir daí, tente renegociar esses valores com o credor, só então veja a possibilidade de usar o 13º para pagar parte ou tudo o que deve. Mesmo que não seja possível quitar todas elas, escolha primeiro as mais caras, como as do cheque especial, de financeiras e dos créditos rotativos de cartões de loja e de crédito. 

 

Lembre-se das despesas de janeiro

Se não tiver dívidas para pagar, ou se sobrou algum dinheiro, antes de sair gastando, é bom lembrar que depois de dezembro vem janeiro, o mês dos Impostos: IPTU e IPVA, de escola (material escolar e uniformes). O salário de janeiro tradicionalmente só consegue pagar metade das despesas do mês. Motivo pelo qual, se a pessoa não quiser começar o ano endividada, ela deve ser previdente e reservar uma parcela do 13º para estas despesas extras.

 

Poupar e investir

Há pessoas que estão em uma “zona de conforto”, ou seja, não devem, mas também não poupam. A esses, faço um alerta para que ajam com consciência, pois um passo em falso pode leva-los ao endividamento e até à inadimplência, uma vez que não possuem reserva financeira para se apoiar. É claro que pode utilizar o 13º salário como bem entender e julgar coerente, no entanto, já que não possui dívidas, é importante que se guarde boa parte dele, para começar a formar essa reserva e também para realizar mais sonhos, de agora em diante.

 

Para os investidores, mesmo que iniciantes, a melhor opção para utilizar o 13º é continuar investindo, tendo sempre um objetivo, seja ele qual for. A conclusão que podemos tirar é que dinheiro extra na economia, sem dúvida nenhuma, é muito positivo, desde que utilizado com educação financeira.

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André Santos