BCE aprofunda loucura com juros negativos – e estes dois metais podem ser a luz do fim do túnel

Se impressão de dinheiro funcionasse, o Zimbábue e a Venezuela seriam países de primeiríssimo mundo. Infelizmente a coisa não é tão fácil assim

Semana passada o Banco Central Europeu (BCE) anunciou mais um pacote de “estímulos” para tentar reavivar a zona do euro. Por estímulos, entenda-se mais do mesmo: um corte na já negativa taxa de juros, que saiu de -0,40% e agora é de -0,50%, e um programa de compra de bonds de 20 bilhões de euros por mês.

É atribuída a Einstein a frase “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Pois então, de acordo com essa descrição, o BCE está surtado. O Japão vem fazendo isso há anos e não consegue sair do purgatório financeiro. E o BCE também, com taxas de juros negativas que já duram mais de 5 anos – e contando. Mas, já que não deu certo o remédio, vamos aumentar a dose…

E a situação na Europa não está nada boa. A Alemanha, motor do continente, apresentou uma queda no seu PIB no último trimestre. Com as economias desenvolvidas apresentando números muito fracos (alguns já falam em recessão), continuamos vendo os mesmos erros do passado se repetirem.

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O presidente Trump, aproveitando o momento, criticou o Federal Reserve por não fazer a mesma coisa. Essa alfinetada em Jerome Powell chega uma semana antes da reunião do Banco Central americano e deve por pressão nos membros do FOMC, que se reúnem na terça e quarta-feira.

Para adicionar ainda mais pressão sobre os membros do FOMC, no final de semana, a Aramco, maior produtora de petróleo do mundo, sofreu um ataque de drones que impactaram potencialmente 5% da produção mundial. O preço do petróleo já respondeu com forte alta, o que deverá impactar a inflação nos EUA, que por sinal já está acima de 2%, tornando o corte na taxa de juros mais arriscado, caso ele venha mesmo a ocorrer.

Se impressão de dinheiro funcionasse, o Zimbábue e a Venezuela seriam países de primeiríssimo mundo. Infelizmente a coisa não é tão fácil assim.

Enquanto o mundo desenvolvido inteiro se esforça ao máximo para desvalorizar suas respectivas moedas e aumentar suas dívidas, vemos uma luz no fim do túnel: os metais preciosos, especificadamente o ouro e a prata.

O metal amarelo, que já apresenta uma alta de mais de 20% esse ano, continua brilhando, assim como a prata. E, se os bancos centrais obtiverem sucesso nessa empreitada maluca de diminuir o poder de compra da população, o ouro e a prata brilharão ainda mais.

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Marcelo López

Marcelo López tem certificação CFA, é gestor de recursos na L2 Capital Partners, com MBA pelo Instituto de Empresa (Madrid, Espanha) e especialização em finanças pela principal escola de negócios da Finlândia (Helsinki School of Economics and Business Administration). Atuou como Gestor de Carteiras e de Fundos em grandes gestoras internacionais, tais como London & Capital e Gartmore Investment Management.