Alta de 20% em um dia das ações de urânio é irrisória perto do potencial do setor

Os fundamentos hoje estão mais sólidos do que nunca. A tese de investimento em urânio é a maior oportunidade que já vi.

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As notícias boas para o urânio não param de chegar. Ontem foi a vez da Florida Power and Light receber a licença para extensão de funcionamento de dois dos seus reatores, indo de 60 para 80 anos. Essa é a primeira vez que a NRC (Nuclear Regulatory Commission) autoriza uma extensão para 80 anos.

Vimos também que esse movimento é mundial. Na França, país que gera quase 80% de sua eletricidade por meio de reatores nucleares (por sinal, é o país europeu que menos polui), 14 reatores ganharam extensões de licença de funcionamento de 2025 até 2035. O mesmo se passou na Espanha, que supostamente iria fechar todos os reatores ano que vem, mas que agora mudou para 2027 e até 2035!

Seguem-se a esses, exemplos em vários outros países. Isso tudo, além dos 13 novos reatores que entraram em funcionamento esse ano e outros 13 que entrarão ano que vem. A demanda por urânio não para de crescer e a demanda por energia limpa, confiável e segura está chamando a atenção de alguns players importantes, como Bill Gates e Mike Shellenberger.

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Por outro lado, a oferta está em queda livre. Ano passado foram consumidos quase 190 milhões de libras de urânio, enquanto foram produzidas somente 139 milhões de libras. Essa diferença deve ser exacerbada ainda mais esse ano.

Ontem vimos o preço de algumas ações do setor subir quase 20% na bolsa (outras até mais que isso). Pensando nos ganhos do último bull market, que chegou a 90.000% em um caso extremo, esses 20% parecem irrisórios – e são. O urânio tem que dobrar de preço não para que novas minas comecem a funcionar, mas para evitar que minas já existentes fechem as portas.

Em breve, o maior empecilho para o destravamento de valor será removido, que é a decisão final do presidente Trump sobre o Grupo de Trabalho (referente à investigação iniciada ano passado sob a Section 232). Assim que isso ocorrer, as utilities terão finalmente espaço para discutir preço e quantidades com as mineradoras. Aí sim veremos onde realmente está o preço do urânio –  e acredito que ele subirá muito.

Os fundamentos hoje estão mais sólidos do que nunca. É um mercado no qual a demanda está em alta, a oferta caindo, o comprador final é praticamente indiferente ao preço e o preço de venda está abaixo do custo de quase todas as minas do mundo. A tese de investimento em urânio é a maior oportunidade que já vi.

Disclaimer: Esse texto reflete a opinião do autor e não constitui uma sugestão, recomendação, indicação e/ou aconselhamento de investimento. Nenhuma decisão de investimento deve ser tomada com base nas informações ora apresentadas, cabendo unicamente ao investidor a responsabilidade sobre qualquer decisão que venha a tomar.

O autor detém e negocia ativos ligados ao tema abordado em sua carteira proprietária e/ou na de clientes sob sua gestão remunerada.

Marcelo López

Marcelo López tem certificação CFA, é gestor de recursos na L2 Capital Partners, com MBA pelo Instituto de Empresa (Madrid, Espanha) e especialização em finanças pela principal escola de negócios da Finlândia (Helsinki School of Economics and Business Administration). Atuou como Gestor de Carteiras e de Fundos em grandes gestoras internacionais, tais como London & Capital e Gartmore Investment Management.

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