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Ao lermos as notícias das últimas semanas, a sensação é de que vivemos em uma época de instabilidades enormes. Mas a verdade é que o mundo nunca foi um lugar tranquilo. Chris Hedges apresentou um estudo tempos atrás que demonstrou um dado surpreendente: nos últimos 3,4 mil anos de história registrada, a humanidade viveu em paz total apenas cerca de 270 deles, cerca de 8%.
Ao longo da história, convivemos com frequentes guerras, pandemias ou colapsos financeiros. Nesse sentido, precisamos entender que o caos faz parte, e, apesar dele, o mundo de hoje é muito melhor que no passado.
O que faz empresários, investidores, empreendedores manterem o prumo mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo com tantas notícias ruins chegando via mídia ou redes sociais? Muito frequentemente, a resposta buscada para o sucesso está em fórmulas mirabolantes ou em uma tentativa de prever o futuro do mercado. No entanto, seguindo os ensinamentos de Howard Marks no livro “O Mais Importante para o Investidor”, “O sucesso não advém de uma única variável, mas de um conjunto de habilidades dentre as quais a psicologia desempenha um papel fundamental”.
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Quanto maior o caos, maior a incerteza, maior a importância da razão em detrimento da emoção. Empresários de sucesso vendem lenços enquanto outros choram. Eles se adaptam, se transformam e seguem em frente. Tudo com base na razão. Precisamos implementar na sociedade o otimismo racional que impregna as camadas mais prósperas da nossa pirâmide demográfica. Parar de esperar que o governo A ou B seja a solução, e, por nossa própria iniciativa, tomarmos as rédeas do nosso futuro.
Nessa linha, para que consigamos filtrar informações que recebemos e consigamos ser mais eficientes, precisamos de uma escolha: tomar decisões baseadas em dados. Para isso, precisamos encontrar a verdade. Quando olhamos os dados, o mundo é um lugar muito melhor do que outrora. Segundo informações do Banco Mundial e da organização Our World in Data, o PIB per capita mundial, ajustado pela inflação, cresceu mais de 15 vezes desde 1820. A extrema pobreza, que assolava cerca de 90% da população mundial no início do século 19, caiu para menos de 10% na década de 2020. Veja no gráfico 1 essa transformação:

Hans Rosling, na obra “Factfulness”, apresenta dados que corroboram essas informações: a mortalidade infantil e a morte por desastres naturais estão nos menores patamares da história recente:
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Ao mesmo tempo, nunca antes tantos países permitiram o voto das mulheres, e também estamos no topo, em relação à história da humanidade, acerca do acesso à energia elétrica, à comunicação (internet), à água, à educação e à saúde.
Mas, afinal, se, mesmo com as guerras armadas e comerciais, o mundo nunca teve dados tão bons, por que a mídia não comunica isso? Porque notícia boa não vende. Não dá engajamento para influenciador. Não gera likes nem views. O medo é sedutor, o pessimismo é romântico e soa inteligente. Mas os dados mostram que quem ganha dinheiro, melhora de vida e constrói patrimônio é o otimista. Enquanto você perde tempo confabulando se o dólar vai acabar, se o petróleo vai chegar a US$ 200, se o político fulano vai te salvar, há quem não perca tempo e energia com isso e está lá suando a camiseta para resolver o seu futuro e o de suas famílias e comunidades.
Não digo que você deva se alienar, não estar atualizado e não fazer nada. Pelo contrário, louvo o engajamento para melhoria da sua realidade dentro da sua cidade, estado ou país. Mas isso só é válido com ações práticas – não adianta apenas pegar o celular e sair xingando nas redes sociais. Na minha opinião, a melhor forma de o mundo melhorar é por meio do trabalho; ele é o melhor programa social. Tira as pessoas do ócio, as torna produtivas e incentiva para que alcancem com dignidade um futuro melhor.
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Para que ocorra aumento do número de empregos, de empresas ou de renda, precisamos de um ambiente de negócios favorável. O problema é que não temos visto isso na história recente de nosso país. A cada dia que passa, o governo aumenta a regulação, a interferência e a carga tributária. Nos autossabotamos e atrasamos a nossa evolução.
Nesse ponto, a conexão com a obra de Morgan Housel “A Psicologia Financeira” torna-se essencial. O sucesso financeiro não é um prêmio de inteligência pura, mas de comportamento. O maior dividendo que o dinheiro pode pagar é o controle sobre o seu próprio tempo. Quando o investidor ou empresário brasileiro compreende que o tempo é o fator exponencial na equação da riqueza, ele para de buscar o atalho mágico e passa a focar a consistência. É a capacidade de permanecer ativo por décadas, sem ser forçado a desistir por decisões emocionais, que separa os vencedores dos figurantes. É seguir em frente, mesmo com o governo, todos os dias, te sabotando.
Portanto, precisamos de menos drama consumido nas telas e mais foco em dados concretos que mostram que, apesar dos pesares, a liberdade econômica e o capitalismo seguem sendo as máquinas mais eficientes de tirar pessoas da miséria. O progresso humano não é um acidente, é o resultado de indivíduos que decidiram ser otimistas quando tudo parecia perdido. Seja você um investidor de bolsa ou um empreendedor de chão de fábrica, lembre-se: o mundo continuará mudando, mas a sua capacidade de manter a calma e a rota traçada será sempre o seu maior ativo.
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No longo prazo, o otimismo racional não é apenas uma escolha filosófica, é a estratégia de investimento mais lucrativa da história. Não esqueça que, na fórmula dos juros compostos, o fator exponencial está no tempo. Não sacrifique o seu futuro por percalços de curto prazo, siga firme, você será recompensado.