Vale a pena investir no Tesouro Direto?

Por  Reinaldo Domingos
info_outline

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Pela fácil adesão e sua segurança, os títulos do Tesouro Direto estão sendo alvos cada vez mais frequentes de pessoas que querem investir. Com acesso à internet, é possível pesquisar e aplicar o dinheiro nessa modalidade com a garantia do Tesouro Nacional. No entanto, é preciso ressaltar que o investimento é uma boa opção, quando se fala em médio e longo prazos.

 

Isso quer dizer que, para os objetivos que serão realizados acima de um ano, o título de Tesouro Direto vale mais a pena do que uma caderneta de poupança ou fundos de investimentos que cobram taxas de administração muito altas, por exemplo. A característica do prazo é porque, quando comprados, os Títulos Públicos – como também são conhecidos – têm uma data de vencimento estabelecida.

 

O investimento funciona da seguinte maneira: é como se a pessoa “emprestasse” dinheiro para o Governo Federal e, após um tempo, “recebesse” de volta o valor corrigido. E há a opção de pré-fixado e pós-fixado – sendo o rendimento definido no momento em que é feito o investimento ou relacionado a índices como a taxa Selic ou o IPCA, respectivamente.

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso quer dizer que, em tempos em que a economia tem alta de juros, a pós-fixada se mostra a melhor opção, porque também tem alta nos rendimentos; já no caso contrário, ela também terá baixa, o que, consequentemente, favorece a opção pré-fixada, que é garantida independente da fase econômica do país. Entretanto, o investimento é considerado de baixo risco, uma vez que o credor é o governo.

 

Vale ressaltar que, ao escolher aplicar o dinheiro em títulos públicos, deve-se saber que há pequenas perdas de rentabilidade, pois, na aquisição, o investidor está sujeito a pagar algumas taxas: uma cobrada pela BM&FBovespa – no valor de 0,3% ao ano, sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos – e outra pela instituição ou intermediário financeiro que opera – que é livremente determinada para o investidor.

 

É possível pesquisar e analisar a partir de um ranking das taxas cobradas por cada instituição, de acordo com o site www.tesouro.fazenda.gov.br

Reinaldo Domingos Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.

Compartilhe

Mais de Finanças em casa

Finanças em casa

Apenas 9% dos brasileiros conseguem pagar as despesas de início de ano

O ano já começou e para não comprometer as finanças logo em janeiro é preciso se planejar, mas diante da situação financeira atual do brasileiro, sabemos que não é simples. Prova disso é uma recente pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas 9% dos brasileiros conseguem pagar as despesas de início de ano com o que recebem.
Finanças em casa

Mega-Sena da Virada ou investimento: o que é melhor?

Todo fim de ano a cena se repete: filas enormes para fazer aquela "fezinha" na Mega-Sena da Virada em todas as lotéricas do país. Neste ano, o prêmio é o maior da história, sendo R$ 280 milhões, e por isso muitos apostam também a esperança de resolver, de uma vez por todas, a vida financeira.
Finanças em casa

Saúde Física x Saúde Jurídica: a importância do equilíbrio

Sempre gosto de ponderar que é preciso haver um equilíbrio em tudo o que fazemos e com a nossa saúde não poderia ser diferente. Aprofundo mais essa questão em meu livro Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar, lançado no fim de Novembro. É imprescindível dar a mesma atenção à saúde física e jurídica. 
Finanças em casa

Planejamento é a chave para as contas de início de ano

Mesmo que a taxa de desemprego tenha diminuído para 11,9% no mês de setembro, ainda são 12,5 milhões de brasileiros sem trabalho de acordo com os últimos números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A falta de renda também se reflete no grande número de inadimplentes – cerca de 63 milhões, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgados neste mês de novembro. Diante deste cenário preocupante, as contas típicas de início de ano das famílias, se não forem analisadas com cautela, podem causar um grande desequilíbrio no orçamento.
Finanças em casa

Conheça os caminhos para empreender de forma vitoriosa

Sabemos que a palavra “empreendedorismo“ sempre esteve muito ligada ao campo empresarial, mas ao longo do tempo percebi que o ato de empreender não se restringe apenas a isso, mas permeia todo o nosso cotidiano. É partindo deste entendimento que o meu novo livro Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar se desenvolve.
Finanças em casa

Pesquisa comprova: brasileiros ainda dependem do INSS

Quase metade dos brasileiros esperam depender apenas com os recursos da Previdência Social (INSS) para se manter na aposentadoria. É o que atesta uma pesquisa recente do Datafolha, encomendada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)
Finanças em casa

13º dos aposentados: caminhos para a melhor utilização

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber a partir do dia 27 deste mês a primeira parcela do 13º salário, que corresponde a 50% do valor. Com esse dinheiro extra em mãos, muitos beneficiários podem se perguntar qual o melhor destino: quitar dívidas, consumir ou investir?
Finanças em casa

Maioria dos colaboradores brasileiros enfrentam dificuldades financeiras

Em pesquisa divulgada recentemente pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), em parceria com a Unicamp e o Instituto Axxus, revelou-se que apenas 16% dos colaboradores brasileiros são capacitados financeiramente. Já 84% dos entrevistados enfrentam dificuldades para lidar com o dinheiro, sofrem prejuízos ou não entendem de finanças.
Finanças em casa

Não deixe os juros dominarem a sua vida financeira

Nesta semana, uma pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), constatou que no ano passado as famílias brasileiras gastaram R$ 354,6 bilhões apenas com o pagamento de juros. Esse número corresponde a 10% da renda anual, superando os gastos com energia elétrica, planos de saúde e educação, por exemplo.