RADAR INFOMONEY AO VIVO Sachsida pode ampliar prazo para reajuste da PETR4 em 100 dias? E mais: Senado aprova bagagens 'gratuitas'; assista

Sachsida pode ampliar prazo para reajuste da PETR4 em 100 dias? E mais: Senado aprova bagagens 'gratuitas'; assista

Vale a pena investir no Tesouro Direto?

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Pela fácil adesão e sua segurança, os títulos do Tesouro Direto estão sendo alvos cada vez mais frequentes de pessoas que querem investir. Com acesso à internet, é possível pesquisar e aplicar o dinheiro nessa modalidade com a garantia do Tesouro Nacional. No entanto, é preciso ressaltar que o investimento é uma boa opção, quando se fala em médio e longo prazos.

 

Isso quer dizer que, para os objetivos que serão realizados acima de um ano, o título de Tesouro Direto vale mais a pena do que uma caderneta de poupança ou fundos de investimentos que cobram taxas de administração muito altas, por exemplo. A característica do prazo é porque, quando comprados, os Títulos Públicos – como também são conhecidos – têm uma data de vencimento estabelecida.

 

O investimento funciona da seguinte maneira: é como se a pessoa “emprestasse” dinheiro para o Governo Federal e, após um tempo, “recebesse” de volta o valor corrigido. E há a opção de pré-fixado e pós-fixado – sendo o rendimento definido no momento em que é feito o investimento ou relacionado a índices como a taxa Selic ou o IPCA, respectivamente.

 

Isso quer dizer que, em tempos em que a economia tem alta de juros, a pós-fixada se mostra a melhor opção, porque também tem alta nos rendimentos; já no caso contrário, ela também terá baixa, o que, consequentemente, favorece a opção pré-fixada, que é garantida independente da fase econômica do país. Entretanto, o investimento é considerado de baixo risco, uma vez que o credor é o governo.

 

Vale ressaltar que, ao escolher aplicar o dinheiro em títulos públicos, deve-se saber que há pequenas perdas de rentabilidade, pois, na aquisição, o investidor está sujeito a pagar algumas taxas: uma cobrada pela BM&FBovespa – no valor de 0,3% ao ano, sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos – e outra pela instituição ou intermediário financeiro que opera – que é livremente determinada para o investidor.

 

É possível pesquisar e analisar a partir de um ranking das taxas cobradas por cada instituição, de acordo com o site www.tesouro.fazenda.gov.br

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.