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Aquela historinha de que o ano só começa efetivamente após o carnaval já está bastante ultrapassada. Frequentemente utilizamos desculpas para postergar nossa responsabilidade em tomar as rédeas da nossa vida e nos planejarmos. Com tantas contas de fim e início de ano e feriados, é importante controlar as finanças desde o primeiro dia do ano – ou até antes.
Grande parte dos gastos extras das famílias ocorre exatamente no período entre o fim do ano e o carnaval, não só com compras de produtos, mas com viagens, passeios e alimentação. Então, para amenizar os reflexos dessa “ressaca financeira” pós-carnaval, desenvolvi algumas orientações.
Reverta a situação imediatamente: se gastou demais, lembre-se de todos os gastos e coloque-os em uma planilha; se observar que a situação realmente está crítica e que terá que se endividar para pagar tudo, veja o que pode ser postergado sem a necessidade de pagamento de juros e negocie. Caso não seja possível, busque linhas de créditos que ofereçam juros mais baixos, evitando limites de cheque especial ou cartão de crédito, pois possuem juros abusivos.
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Planejamento é necessário: liste os ganhos mensais. Liste todas as despesas – fixas e variáveis. Avalie a sua situação financeira. Há margem para novos gastos? Há pendências financeiras? Faça um esforço para identificar excessos, que, geralmente, representam 25% das despesas das famílias brasileiras. Evite a todo custo entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito.
Família unida: reúna-se com a família para definir os desejos de curto (um ano), médio (de um a dez anos) e longo (acima de 10 anos) prazos e incorpore o valor mensal necessário para a realização dos mesmos no orçamento do próximo ano. Subtraia o valor desses sonhos da receita. O saldo restante é o orçamento para as demais despesas mensais (novo padrão de vida).
E para mudar de uma vez por todas esse comportamento errôneo que se repete ano após ano, eduque-se financeiramente, começando por essas recomendações:
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Pesquisar preço e comprar à vista: tudo o que se compra em prestações paga-se mais caro. Já, quem pesquisa o melhor preço, paga menos e aumenta a chance de comprar à vista e obter desconto.
Pedir desconto: se um produto custa R$1.000 e pode ser parcelado em 10 vezes de R$100, certamente, à vista, custará de 10% a 20% menos.
Reter 10% dos rendimentos: para começar a construir a independência financeira, deve-se guardar 10% do que ganha. Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada para complementar o INSS.