Dia dos Namorados não deve ser sinônimo de dívidas

Já se planejou para o Dia dos Namorados? Se não, é melhor pensar nisso.

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Como muitos sabem, o Dia dos Namorados é a terceira melhor data para o comércio, atrás somente do Natal (1º) e do Dia das Mães (2º) e, segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), nesse ano, as vendas devem aumentar 3,5% em São Paulo, se comparado ao mesmo período do ano passado.

 
Que os apaixonados costumam gastar bastante nessa data, todo mundo sabe. No entanto, o que poucos param para pensar é que presente caro não é sinônimo de amor e, pior, que fazer loucuras como essa sem planejamento pode trazer consequências sérias para o orçamento financeiro, postergando a realização de alguns sonhos do casal.
 
Por esse motivo, hoje quero falar da importância de praticar a educação financeira também nesses momentos. Independente do presente que se queira dar, o princípio é o mesmo: saber da sua condição financeira para descobrir se pode – ou não – comprar. Se puder, é preciso pesquisar preços e, de preferência, pagar à vista, para obter desconto e não comprometer o orçamento financeiro dos meses seguintes.
 
Se não puder, é melhor pensar em outro presente que esteja dentro das possibilidades. Também é muito válido colocar a criatividade para funcionar e, de repente, fazer algo por conta própria, para gastar menos, mas sem deixar de demonstrar o quanto a pessoa é especial.
 
Aos que já estão em um estágio mais avançado do namoro, fazendo planos de casamento, por exemplo, a data é uma ótima oportunidade para reforça-los, falar sobre finanças, ver como estão os investimentos e, claro, não deixar de ter novos sonhos, pois é isso que move a vida. Feliz Dia dos Namorados!

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.