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Como alcançar a independência financeira

É triste ver que milhões de brasileiros, após se aposentar, dependem da ajuda financeira de familiares para complementar o ganho mensal do INSS. Para não fazer parte dessa estatística, é preciso encontrar o número da sua independência financeira.

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Qual o número da sua independência financeira? Para muitas pessoas, essa pergunta não significa nada; outras não saberão dizer ao certo. Infelizmente, a minoria realmente se importa com essa questão e faz algo de fato para garantir uma aposentadoria sustentável.

 

Pensando em mudar essa realidade, desenvolvi uma fórmula que permite qualquer um descobrir esse valor. Antes de qualquer coisa, é preciso educar-se financeiramente, entender o verdadeiro papel do dinheiro e saber administrá-lo em prol dos seus sonhos. Essa é outra palavra não muito familiar à maior parte da população, uma vez que nunca foi estimulada a poupar para realizá-los.

 

Na maioria das vezes, o orçamento financeiro da família é feito da seguinte forma: Ganhos (-) Despesas = Lucro ou Prejuízo, nem sequer cogitando os sonhos. Proponho que, a partir de agora, seja Ganhos (-) Sonhos (-) Despesas, até porque, para que se consiga viver bem, é preciso focar os esforços para realizar os desejos, adaptando o padrão de vida ao que sobrar de dinheiro.

 

E, quando se fala em sonhos, obviamente, o da aposentadoria tranquila deve estar na lista dos de longo prazo – ou seja, que serão conquistados em um período acima de dez anos. Tendo esse planejamento bem definido, poupar não será um martírio, e sim sinônimo de realização pessoal.

 

Outro aspecto que reforça a importância de se preocupar, o quanto antes, com o futuro, é o entendimento de que depender da previdência pública não garantirá segurança e, muito menos, independência financeira. Claro que o INSS é válido, afinal de contas, é um direito do trabalhador, no entanto, quando este for encerrar suas atividades, perceberá que o seu ganho mensal não será satisfatório e, em muitos casos, nem mesmo o suficiente.

 

Compreendido isso, é hora de colocar em prática a fórmula que desenvolvi, na qual defendo que, primeiro, se deve encontrar o número que se pretende atingir e a data desejada para se tornar independente. E, quando falo de independência, falo de trabalhar apenas por prazer, pois seus rendimentos são o bastante para manter o padrão de vida. O número que a pessoa deverá ter guardado mensalmente para uma previdência privada terá que proporcionar um ganho mensal do dobro do seu atual padrão de vida, podendo sacar apenas 50% desses juros por mês e guardando o restante como reserva acumulada.

Essa atitude tem relevância direta para toda a família, pois, a forma como ela é aplicada, mesmo em caso de falecimento de quem aplica, é garantido rendimento aos familiares. Vamos à fórmula: ela consiste em obter dados pessoais, como a idade desejada para se aposentar e o ganho atual, fatores imprescindíveis para encontrar o número desejado.

Multiplica-se a idade que se quer aposentar pelo ganho do último ano. Com o resultado em mãos, multiplique-o por 40% (percentual que obtive depois de algumas contas), obtendo, assim, o valor que deverá conseguir para se aposentar, sendo que essa quantia deverá ser aplicada em um fundo com rendimento de 0,65% ao mês.

Nos casos em que as taxas de juros mensais praticadas no mercado forem menores de 0,5%, o percentual de 40% deverá ser aumentado. Com essa fórmula, pretendo atingir minha missão, que é disseminar a educação financeira no Brasil e no mundo. Lembre-se: a forma como você sempre se planejou não deu certo; pratique essa mudança de comportamento e permita-se realizar muito mais sonhos, ajudando, ainda, a construir uma sociedade mais consciente financeiramente.

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.