Segredos da perenidade de uma marca no franchising

Quais são os pontos fundamentais para que uma marca cresça pelo sistema de franquias de forma sustentável e perene? Evite os erros comuns e siga em frente!

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Não há como falar de perenidade das empresas sem citar o maior especialista no tema Jim Collins, que dedica seu tempo em pesquisar e estudar empresas e os motivos que as levaram ao sucesso ou ao fracasso.

Por que duas empresas que atuam no mesmo segmento, no mesmo mercado e com produtos com alta aceitação pelos consumidores tem desempenhos distintos? Uma sobrevive, por mais de cinquenta anos e a outra morre, desaparece, antes mesmo de completar trinta?

Jim Collins prega seus conselhos por intermédio de seus livros – um de seus best sellers é “Empresas feitas para Durar” – e em palestras exclusivas para empresários além de seus trabalhos como pesquisador e consultor em grandes corporações.

Os conselhos são válidos para todos os tipos de empresas, porte e modelos de atuação, e o franchising não poderia ficar de fora. As empresas que atuam no sistema de franquias têm uma particularidade que exige mais atenção ainda do empresário aos conselhos de Jim Collins, elas carregam junto outro grupo de empresários, que, via de regra, dependem totalmente do seu sucesso.

Um empresário quando decide pela expansão via o franchising deve estar consciente que não dá para voltar atrás a qualquer momento, a partir do primeiro franqueado a sua responsabilidade aumenta muito. Os outros empresários que investiram nesse modelo de negócio e na marca, dependem do sucesso da empresa e de sua permanência no mercado ao longo de muitos anos, para que consigam obter o retorno do capital investido, se remunerarem e se realizarem como empresários também.

Dentre os motivos que levam uma empresa à perenidade citados por Jim Collins, destacamos dois que achamos muito importante para o franchising:

Evitar o Excesso de Confiança, o que pressupõe:

  • Evitar a arrogância, quando isso acontece o empresário se descuida de negócio, de analisar o mercado, as tendências e pode ser surpreendido de um dia para outro por um concorrente ou por uma nova tecnologia;
  • Não descuidar de ameaças, mesmo que sejam irrelevantes o que pode levar a negligenciar algo potencial;
  • Manter orientação para o aprendizado, a busca contínua por excelência em produto, gestão e processos;

 Evitar a busca indisciplinada por mais e mais, dar um passo de cada vez e não confundir o grande com o excelente.

  • Evitar que os interesses pessoais suplantem os interesses organizacionais.

 Além dos conselhos de Jim Collins, as empresas franqueadoras têm que ter uma consciência muita clara da relação de interdependência e da relação ganha-ganha, caso contrários os problemas podem ser potencializados na rede causando desmotivação, saída de franqueados, o que pode levar o negócio ao insucesso e junto todos os franqueados que investiram na marca.

O franchising é um modelo de expansão além de um sistema de sucesso em todo o mundo, se o franqueador souber aplicar as boas práticas do franchising  e ter a consciência clara da interdependência, do valor de seu parceiro, e da relação ganha-ganha ele tende a ter sucesso duradouro uma vez que soma sua capacidade a de muitos outros empresários e o negócio passa a ter uma força jamais vista no meio empresarial, cabe a cada um essa reflexão. 

Lyana Bittencourt é sócia e diretora do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada desenvolvimento de redes de franquias e negócios.


Lyana Bittencourt