Franqueadoras brasileiras ganham concorrentes de peso

Não é de hoje que o mercado brasileiro é visto com bons olhos por muitas redes de negócios estrangeiras. Dunkin' Donuts e Benefit Cosmetics, por exemplo, já têm estratégias bem traçadas para expandir suas marcas no país

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Não é de hoje que o mercado brasileiro é visto com bons olhos por muitas redes de negócios estrangeiras. Cada vez mais as franqueadoras brasileiras têm ganhado fortes concorrentes e quero destacar aqui duas grandes marcas que aportaram no mercado brasileiro em 2013: Dunkin’ Donuts (rede de cafeterias) e Benefit Cosmetics (beauty boutique originária da Califórnia/EUA). Ambas já têm estratégias bem traçadas para expandir suas marcas no país e estão buscando os primeiros franqueados para concretizar esse plano.

O interesse dessas marcas pelo Brasil também reflete o bom desempenho da nossa economia. Segundo dados da empresa de pesquisas Eumonitor, o Brail é hoje o terceiro maior mercado mundial de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, atrás apenas de Japão e EUA. O setor de alimentação, por sua vez, representa o segundo maior faturamento do franchising brasileiro, tendo movimentado mais R$ 20 bilhões de reais em 2012, segundo a Associação Brasileira de Franchising – ABF.

Mas se pensarmos que a concorrência para a Dunkin’ Donuts e Benefit Cosmetics é acirrada, o que esperar da estratégia dessas redes no mercado brasileiro?

Pela segunda vez no país, a Dunkin’ Donuts planejou seu retorno estudando por mais de 18 meses a melhor forma de atuar no Brasil. Como estratégia, decidiu se associar a máster franqueados que desenvolverão regiões prioritárias: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. E como definição, esses parceiros serão grupos de investidores capitalizados e com conhecimento do mercado de alimentação. A experiência adquirida pelas operações em outros países da América Latina fortalece a empresa na briga pelo consumidor brasileiro.  

Já no caso da Benefit Cosmetics, optar por trabalhar por meio de franquias no Brasil demonstrou inovação e pioneirismo dentro do Grupo LVMH, uma vez que as boutiques da marca pelo mundo são corporate. As consumidoras serão atraídas por uma marca que tem em seu DNA uma forma única de direcionar o ambiente cool da loja e de se relacionar com as clientes. Esse novo conceito vai gerar mais competição para o mercado brasileiro de beleza.

Ambas as marcas têm grandes diferenciais competitivos para conquistar seu espaço e incomodar grandes redes já presentes no país. E quem ganha com tudo isso? Sem dúvida, o sistema de franchising. Quanto mais qualificadas as redes e maior a concorrência, mais se verão melhores práticas. 

Lyana Bittencourt