ROX is the new ROI

A experiência como métrica de valor, não de cliques

Ewerton Mokarzel

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

A Track&Field não parou no varejo e amplificou o território de bem-estar com um calendário de corridas, conteúdo, app e uma operação que costura o físico e o digital (Foto: Divulgação)
A Track&Field não parou no varejo e amplificou o território de bem-estar com um calendário de corridas, conteúdo, app e uma operação que costura o físico e o digital (Foto: Divulgação)

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Experiência virou palavra mágica. Entrou no slide, na pauta do board, na campanha e no cafezinho da padaria. Quando tudo recebe o mesmo rótulo, quase nada muda de verdade. O que separa a promessa do resultado é o quanto a experiência altera comportamentos e promove engajamento.

No modelo de Pine e Gilmore, a experiência se torna a principal oferta da empresa e não apenas um conjunto de produtos e serviços. O ponto não é se tudo é experiência; o ponto é que, quando a experiência encanta, ela influencia a cultura e gera resultado. O que define uma marca é o papel que ela cumpre na vida das pessoas.

Para isso, o branding tradicional precisa exercitar um novo jeito de operar todos os dias, do produto à cultura, do canal à comunidade. ROX é o nome que damos ao Retorno da Experiência, e é dessa forma que o branding se torna resultado financeiro.

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Tudo virou experiência. E daí?

O cliente cansou de promessas vagas. Em 2025, a própria PwC mostrou a escala do problema ao apontar que 52% dos consumidores pararam de comprar de uma marca por uma experiência ruim com produto ou serviço, e 29% interromperam por uma experiência de atendimento ruim, online ou presencial.

Experiência não é um evento; é um sistema com capacidade de transformar jornadas em receitas que se repetem. E não é opinião: a Bain e estudos derivados mostram que elevar a retenção em 5% pode aumentar o lucro entre 25% e 95%.

É nesse ponto que a experiência se eleva de um conceito abstrato a uma métrica tangível de sucesso. O impacto se mede com três indicadores sob a mesma régua:

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  1. Conexão emocional forte: personalidade, expressão e desejo.
  1. Envolvimento em cada ponto de contato: consistência, encantamento e unicidade.
  1. Melhora na vida das pessoas: indispensável, influência e comunidade.

Em outras palavras, marcas preparadas para o futuro equilibram Negócio e Impacto. O valor real emerge de um modelo estratégico bem definido e executado para impactar genuinamente a vida das pessoas. ROI mede performance, e ROX mede impacto e relevância.

ROX que o mercado já precificou

A Track&Field não parou no varejo e amplificou o território de bem-estar com um calendário de corridas, conteúdo, app e uma operação que costura o físico e o digital. A marca se estabeleceu como uma plataforma de vida ativa e não apenas de produtos.

É o maior circuito de corridas da América Latina, reunindo centenas de milhares de pessoas por ano. Eles transformam a prática esportiva em uma vivência coletiva, na qual a marca se torna parte integrante da jornada de saúde e bem-estar de seus clientes, gerando engajamento e fidelidade.

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Comunidade cria rituais. Rituais viram hábito. Hábito vira recorrência.

O mercado reconhece o conjunto antes do discurso, e o desempenho das ações reflete essa leitura, com avanço próximo de 100% YTD.

O Retorno Inegociável

O ROX nos ensina que o valor de uma marca é a soma do que ela vende com o que ela representa. O ROX expande a visão tradicional do ROI, integrando-se a ele para oferecer uma compreensão mais completa da performance da marca. Não se trata de substituir o ROI, mas de complementá-lo.

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É reconhecer que cada interação, cada ponto de contato, é uma oportunidade de construir valor, não apenas financeiro, mas humano.

Marcas que investem na experiência como um sistema de impacto real estão, na verdade, investindo em sua própria perenidade.

O ROX é o que sustenta a relevância e garante o ROI no longo prazo.

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Ewerton Mokarzel

Ewerton Mokarzel é designer e executivo com mais de 25 anos de experiência em branding. CEO e sócio da FutureBrand, lidera projetos de transformação para grandes empresas no Brasil e no exterior, com passagens pela Austrália e Singapura. Reconhecido por unir estratégia e execução criativa, conquistou mais de 250 prêmios nacionais e internacionais, incluindo os mais importantes do setor, e consolidou a FutureBrand como a maior consultoria de marcas do país e uma das líderes globais. Ao longo da carreira, já trabalhou com empresas como Grupo Boticário, Santander, Nestlé, Hering, BTG Pactual, Track&Field, Localiza, Banco do Brasil, Porto Seguro, JBS, Nespresso, entre outras.