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Nos últimos anos, uma nova categoria de investidores ganhou protagonismo global: os EMILLIs (Everyday Millionaires), indivíduos com patrimônio entre US$ 1 e 5 milhões.
Diferente dos ultrarricos tradicionais, eles representam um grupo muito mais numeroso, que cresceu rapidamente e que traz um perfil de oportunidades único para o mercado de Private Banking e Wealth Planning.
O que são EMILLIs e por que importam agora
De acordo com o UBS Global Wealth Report, o número de EMILLIs quadruplicou desde 2000, chegando a cerca de 52 milhões de pessoas em 2024.
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Juntos, esse grupo concentra US$ 107 trilhões em patrimônio, cifra quase equivalente aos US$ 119 trilhões dos indivíduos acima de US$ 5 milhões.
Esse crescimento revela uma mudança estrutural no cenário de riqueza global: não se trata mais apenas de um seleto grupo de famílias tradicionais, mas de uma massa expressiva de empresários, empreendedores e profissionais que construíram seus ativos em tempo recorde.
O recorte brasileiro
O Brasil já soma aproximadamente 433 mil pessoas com patrimônio acima de US$ 1 milhão, liderando a América Latina e ocupando a 19ª posição no ranking mundial.
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Esse dado revela duas nuances importantes:
1 – O país tem um número crescente de indivíduos com potencial para acessar serviços sofisticados de gestão de patrimônio.
2 – A maioria não vem de famílias ricas tradicionais, mas sim de trajetórias empreendedoras com crescimento patrimonial rápido e, muitas vezes, sem a devida organização financeira, patrimonial e sucessória.
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Ou seja, estamos diante de clientes que precisam de estrutura, não apenas de rentabilidade.
A maior transferência de riqueza da história
Os próximos 20 a 25 anos marcarão a maior transferência de patrimônio já registrada. Serão cerca de US$ 83 trilhões em movimento, dos quais US$ 9 trilhões apenas nas Américas.
O Brasil aparece nesse cenário com peso: é um dos países com maior volume absoluto de transferências previstas, próximo de US$ 9 trilhões.
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Esse processo traz uma implicação central: o relacionamento não pode mais ser pensado apenas com a geração atual. O Private Banking que se limitar a gerir investimentos perde relevância.
O que se exige agora é uma visão capaz de abranger duas ou três gerações, com educação financeira, ritos de governança e desenho sucessório bem definido.
Por que esse público pede um atendimento “além do investimento”?
Pesquisas internacionais mostram que até 81% dos herdeiros trocam de instituição após receber a herança. Isso reforça um ponto-chave: performance de portfólio não é suficiente para fidelizar famílias.
O que pesa na decisão são os serviços de valor agregado:
- Estruturas de planejamento sucessório;
- Governança familiar clara, com regras e conselhos;
- Eficiência fiscal e patrimonial;
- Uma visão consultiva que conecta investimento a propósito e legado.
Famílias que não formalizam governança tendem a ver seu patrimônio fragmentado nas transições. Por isso, o momento ideal para estruturar processos não é “após a herança”, mas antes da passagem de bastão.
Os EMILLIs brasileiros não precisam só de produtos; precisam de um sistema de decisões que proteja, organize e perpetue o que construíram.
É aqui que Private Banking e Wealth Planning se encontram: no papel de traduzir conquistas financeiras em legados duradouros, atravessando gerações.