Publicidade
É muito bom escrever. Mas tem muita gente que não acredita quando eu digo isso.
Já escutei muito que jogador de futebol não lê, não escreve, não vai a museu. Que não somos bons pais, que não somos presentes, que não estamos nem aí para os problemas do mundo real.
Prazer, meu nome é Danilo Luiz da Silva, tenho 34 anos, venho de Bicas, uma cidade de 13 mil habitantes do interior de Minas Gerais. Sou filho do Baiano e da Dona Zezé e pai do Miguel e do João Pedro. Vivi 13 anos entre Inglaterra, Portugal, Espanha e Itália, mas também já tive que ir de bicicleta para o trabalho e passei frio dormindo no alojamento (também com ratos e baratas andando ao meu lado).
Continua depois da publicidade
Conquistei os maiores campeonatos dos continentes nos quais trabalhei. Tive dúvidas, me questionei, pensei em largar tudo quando tinha só 24 anos de idade. Reconstruí minha forma de viver e pensar, me tornei líder por onde passei. Sei da responsabilidade que é inspirar outras pessoas e saber que sou exemplo. Faço o que eu mais amo no dia a dia, com a certeza assombrante de que não é para sempre.
Minha profissão? Sou atleta de futebol profissional. Jogador de futebol como chamam, né? Sou inquieto e incomodado por natureza. Por isso, ao contrário do que dizem sobre a nossa “classe”, leio e escrevo todos os dias de manhã antes do treino e me preocupo muito com saúde mental. Por isso, criei a Voz Futura, em 2023, com meus amigos e sócios Pedro Pirim e Felipe Cantieri, com o propósito de contar boas histórias, aquelas que ainda não foram contadas, para “limpar” um pouco esses conteúdos pesados pelos quais somos bombardeados todos os dias. Dizem que violência vende. Mas eu acredito que podemos criar um ambiente de bem estar emocional e de notícias positivas.
Eu sei que, como eu, há vários outros atletas que se importam em gerar impacto social positivo de verdade. E para mostrar isso, a partir de agora, toda semana, vocês vão ler algo novo, produzido para este espaço, com temas que me inspiram e me inquietam. Sobre pessoas que merecem ter suas histórias contadas, sobre temas que realmente importam e que ajudam a construir um mundo e um futuro melhor. É preciso sonhar grande tanto quanto é preciso trabalhar para realizar esses sonhos. Aqui estou, com vocês, caros leitores, escrevendo para construir um mundo de esperança. É possível – e eu acredito. Como disse, tenho 34 anos, sou novo para a maior parte das profissões, mas como jogador, já me encontro pensando cada vez mais no futuro. Não é muito comum deixarem a gente pensar nisso… Temos que pensar sempre no próximo jogo, na próxima competição. Aposentadoria? As soluções são sempre muito óbvias e, em boa parte das vezes, decididas por nós: ser técnico, comentarista em algum canal, investir em empreendimentos imobiliários. Coisas óbvias e que podem ser lucrativas.. Eu ainda não sei o que o futuro me guarda, mas tenho certeza que depois de realizar tanta coisa dentro de campo, um dos meus objetivos será fazer com que as pessoas escutem os atletas.
Continua depois da publicidade
Escutar é um exercício muito difícil. A gente não escuta, né? Muitas vezes só estamos esperando o outro parar de falar. Mas aqui, neste espaço, minha ideia é mostrar como atletas, das mais diversas áreas, apesar de parecerem ter uma rotina bem diferente da “comum”, sofrem das mesmas dores e angústias e no final, têm sonhos muito parecidos: o de triunfar não só nas pistas, nas quadras ou campos, mas na vida mesmo.
A verdade é que todos nós tivemos que ser empreendedores das nossas próprias carreiras sem saber como fazer isso. É difícil falar por todos, é claro, mas é seguro dizer que a maior parte de nós era apaixonado pelo esporte e precisávamos de um caminho para evoluir financeiramente (não só para nós mesmos, mas com a responsabilidade de mudar a vida da nossa família inteira). Fizemos isso seguindo nossos corações e intuições. No meio disso tudo enfrentamos ainda as críticas, os julgamentos daqueles que não sabem das nossas dores, do que passamos para chegar até onde estamos.
Como nos organizamos? Com quem contamos para que pudessem “dar certo” (aliás, falaremos disso também… o que é dar certo? O que acontece entre esse destino e o início de tudo?)? Como organizamos nossas finanças, quais foram as dificuldades? São poucos aqueles que tiveram algum tipo de educação básica, que dirá falar em educação financeira. Mas os tempos estão mudando. As pessoas estão se interessando mais por esse assunto, diversificando suas entradas e investimentos. Será que são as mesmas do que um empreendedor “comum”? Vamos descobrir.
Continua depois da publicidade
Foi pensando nisso que criamos a newsletter da Voz Futura, que conta com apoio do InfoMoney – que também acredita que conteúdos relevantes podem e devem chegar a mais pessoas. É a forma que encontramos de compartilhar com as pessoas conteúdos que podem inspirar – seja por meio dos assuntos que trarei nesta coluna, seja através das entrevistas que faremos.
Nesta estreia, tenho um enorme orgulho em dizer que abrimos nossos conteúdos com o Paulinho, um dos jogadores mais inspiradores e autênticos do futebol brasileiro. Dentro de campo, ele representa entrega, inteligência e coragem, e usa a sua força para trazer temas e debates importantes para a sociedade. Um exemplo de atleta.
Convido todos para a leitura do conteúdo completo. Assinando a nossa newsletter aqui, você fica por dentro dessas entrevistas, curiosidades, bastidores, e outras coisas que a mídia não mostra (rs). Assine nossa news e segue a gente na @voz.futura.