Seguro deve ser visto como parte essencial do planejamento financeiro

Modelo tradicional focado só na indenização por morte vem sendo complementado por soluções voltadas à proteção em vida, refletindo mudança na forma de enxergar o risco

Proteção em Pauta

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Thiago Levy é diretor de Parcerias Financeiras da MAG Seguros (Divulgação)
Thiago Levy é diretor de Parcerias Financeiras da MAG Seguros (Divulgação)

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Por Thiago Levy*

Durante muito tempo, o seguro foi percebido pelos brasileiros como uma despesa adicional no orçamento. No entanto, essa visão começa a mudar à medida que cresce a consciência sobre planejamento financeiro e proteção patrimonial. Hoje, cada vez mais especialistas defendem que o seguro deve ser entendido como uma ferramenta estratégica de segurança financeira, e não como um custo supérfluo.

Essa mudança de percepção é fundamental em um país onde grande parte da população ainda possui baixa cobertura securitária, como mostra a pesquisa da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), em parceria com o Datafolha. Segundo o estudo, cerca de 82% dos brasileiros adultos ainda não contam com seguro de vida e, para 35% dos participantes, lidar com despesas extras e imprevistos é um desafio para o planejamento financeiro.

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O fato é que o setor evoluiu muito nos últimos anos. O modelo tradicional focado exclusivamente na indenização por morte vem sendo complementado por soluções voltadas à proteção em vida. Isso reflete uma mudança importante na forma de enxergar o risco, em que o seguro passa a cumprir um papel ainda mais relevante: garantir estabilidade e continuidade financeira mesmo diante de eventos que poderiam comprometer anos de planejamento.

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Apesar dos avanços, a percepção cultural ainda é um dos principais desafios do setor. Muitos consumidores só passam a valorizar a proteção no momento de enfrentar uma situação inesperada, como uma doença ou acidente.

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Mesmo com o avanço da educação financeira no país, ainda é comum que o seguro seja visto como um gasto dispensável. Parte do desafio do setor é justamente combater percepções equivocadas que afastam muitos brasileiros desse tipo de planejamento, como as listadas a seguir:

1. “Seguro é gasto desnecessário”

Esse é o mito mais recorrente. O seguro não deve ser visto como uma despesa, mas como uma forma de proteger o patrimônio e garantir estabilidade financeira em situações inesperadas, evitando que a família precise recorrer a dívidas ou liquidar investimentos.

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2. “Seguro de vida só serve em caso de morte”

Hoje, muitos produtos oferecem coberturas em vida, como proteção para doenças graves, invalidez ou incapacidade temporária para o trabalho. Isso permite que o segurado utilize os recursos justamente quando mais precisa.

3. “Seguro é caro e só para quem tem alta renda”

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Existem soluções com diferentes valores e níveis de cobertura. O seguro pode ser ajustado ao orçamento do cliente, tornando-se parte do planejamento financeiro independentemente da renda.

4. “Sou jovem e saudável, não preciso de seguro”

Imprevistos podem acontecer em qualquer fase da vida. Além disso, contratar seguro mais cedo costuma significar condições mais acessíveis e maior flexibilidade de cobertura.

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5. “Se eu tenho investimentos, não preciso de seguro”

Investimentos fazem o patrimônio crescer, e o seguro protege esse patrimônio. Sem essa proteção, um imprevisto pode obrigar o investidor a usar recursos destinados a objetivos de longo prazo.

6. “Seguro só serve para situação de morte

Hoje, os produtos evoluíram e incluem coberturas como proteção para doenças graves, invalidez ou incapacidade temporária, ampliando a função do seguro como instrumento de proteção da renda ao longo da vida.

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Momento importante de orientação

Superar esse e outros mitos em relação ao seguro exigem mais informação e educação financeira. Em um país onde o conhecimento sobre planejamento financeiro ainda é limitado, as seguradoras têm uma responsabilidade que vai além da oferta de produtos. Cada conversa com o cliente deve ser também um momento de orientação. Explicar riscos, apresentar cenários e demonstrar como diferentes coberturas podem proteger o padrão de vida da família faz parte de uma abordagem consultiva que fortalece a relação de confiança entre seguradora, corretor e segurado.

Isso significa transformar o diálogo sobre produto em uma conversa sobre planejamento de vida. Afinal, o seguro só faz sentido quando está conectado aos objetivos do cliente (pessoa física ou empresa), seja para proteger a renda, garantir a educação dos filhos ou preservar o patrimônio.

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Na MAG Seguros, entendemos que fortalecer a cultura de proteção no país passa também por ampliar o debate sobre planejamento financeiro. Com 191 anos de atuação no Brasil, a companhia acompanha de perto a evolução das necessidades das famílias e empresas, bem como a importância de integrar a proteção securitária às estratégias de longo prazo.

Em um cenário econômico cada vez mais complexo, planejar o futuro exige olhar não apenas para o crescimento do patrimônio, mas também para sua proteção. Investir é essencial. Mas proteger aquilo que está sendo construído é igualmente importante. Quando o seguro passa a ser entendido dessa forma, como parte integrante da estratégia financeira, ele deixa de ser um gasto e passa a ser reconhecido como investimento em tranquilidade, segurança e continuidade de projetos de vida.

*Thiago Levy é diretor de Parcerias Financeiras da MAG Seguros

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Proteção em Pauta

Especialistas do Grupo MAG trazem análises e reflexões sobre os diversos aspectos do universo da proteção: da segurança financeira à longevidade, passando por educação financeira, planejamento e bem-estar. Um espaço para discutir tendências e compartilhar aprendizados que ajudam você a viver com mais qualidade, tranquilidade e segurança em todas as fases da vida.