Muito além do “funil de vendas”; o que realmente importa na captação de clientes

A forma pode se transformar. Os nomes podem mudar. Mas a base que garante previsibilidade continua a mesma: prospecção, processo e relacionamento

Bianca Juliano

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De tempos em tempos, surge alguém decretando o fim de alguma coisa. Já enterraram a TV. Depois, o e-mail. Agora, o alvo da vez é o funil de vendas.

De fato, o comportamento de compra mudou. O cliente transita entre canais digitais, eventos, indicações, comparadores e até inteligência artificial antes de decidir. A jornada deixou de ser linear há muito tempo.

Mas isso não significa que a lógica comercial tenha perdido a validade.

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O que sustenta o resultado nunca foi o desenho do processo. Sempre foram os fundamentos.

Tenho visto isso, na prática, desde 2006, quando iniciei como assessora de investimentos. Se eu não dedicasse tempo e energia a três fundamentos, como se estivessem sempre em um tapete vermelho diante de mim, não sobreviveria na profissão nem cresceria.

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Quem se afasta deles, mais cedo ou mais tarde paga o preço. São eles:

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Dezenove anos depois, vejo muitos profissionais trocando o essencial pelo acessório. Discutem formatos, mas deixam de lado o que realmente faz a diferença.

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Sim, os caminhos do cliente mudaram.

Sim, a tecnologia redefine a forma de interação.

Mas sem atenção ao que é central, não há ferramenta que resolva.

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A forma pode se transformar. Os nomes podem mudar. Mas a base que garante previsibilidade continua a mesma: prospecção, processo e relacionamento.

E aqui está o ponto: para o assessor de investimentos, não basta concordar com esses fundamentos. É preciso colocá-los em prática todos os dias.

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Bianca Juliano

É especialista em vendas, assessoria de investimentos, atua como mentora, palestrante e é autora do livro “O Mínimo Esforço: o método de vendas que me levou à posição de sócia da XP Investimentos”.