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De tempos em tempos, surge alguém decretando o fim de alguma coisa. Já enterraram a TV. Depois, o e-mail. Agora, o alvo da vez é o funil de vendas.
De fato, o comportamento de compra mudou. O cliente transita entre canais digitais, eventos, indicações, comparadores e até inteligência artificial antes de decidir. A jornada deixou de ser linear há muito tempo.
Mas isso não significa que a lógica comercial tenha perdido a validade.
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O que sustenta o resultado nunca foi o desenho do processo. Sempre foram os fundamentos.
Tenho visto isso, na prática, desde 2006, quando iniciei como assessora de investimentos. Se eu não dedicasse tempo e energia a três fundamentos, como se estivessem sempre em um tapete vermelho diante de mim, não sobreviveria na profissão nem cresceria.
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Quem se afasta deles, mais cedo ou mais tarde paga o preço. São eles:
- Prospecção constante. Sem a entrada de novas oportunidades, não há crescimento sustentável.
- Gestão de processo comercial. Funil, kanban, pipeline, jornada ou espiral — pouco importa o nome. O que importa é a clareza das etapas e a disciplina em acompanhar o avanço de cada uma.
- Relacionamento que se aprofunda no tempo. A abordagem consultiva, de fato, não se sustenta em discurso ensaiado, mas na intenção clara de resolver dores e realizar sonhos através das soluções oferecidas e manter isso vivo para o restante da vida do cliente. Ela depende de confiança, presença e valor entregue de forma consistente. Quando a venda acaba? Na verdade, nunca. O relacionamento precisa seguir, estruturado e intencionalmente.
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Dezenove anos depois, vejo muitos profissionais trocando o essencial pelo acessório. Discutem formatos, mas deixam de lado o que realmente faz a diferença.
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Sim, os caminhos do cliente mudaram.
Sim, a tecnologia redefine a forma de interação.
Mas sem atenção ao que é central, não há ferramenta que resolva.
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A forma pode se transformar. Os nomes podem mudar. Mas a base que garante previsibilidade continua a mesma: prospecção, processo e relacionamento.
E aqui está o ponto: para o assessor de investimentos, não basta concordar com esses fundamentos. É preciso colocá-los em prática todos os dias.