CEO, se sua empresa ainda está decidindo adotar IA, você está liderando errado

As empresas que prosperarão na próxima década serão aquelas que colocarem a IA não apenas como ferramenta, mas como linguagem organizacional

Matheus Lombardi

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A cada geração, surge uma tecnologia capaz de redefinir mercados, profissões e a maneira como vivemos. No século XIX, foi o motor a vapor. No XX, o computador pessoal e a internet. No XXI, estamos diante da mais poderosa delas: a Inteligência Artificial.

A IA já não é uma promessa futura. É presente. E está provocando a maior transformação do trabalho desde a Revolução Industrial, como aponta o World Economic Forum (2023). Segundo estimativas da McKinsey & Company, a IA generativa sozinha pode gerar entre 2,6 e 4,4 trilhões de dólares por ano em valor econômico global — o equivalente ao PIB da Alemanha.

Diante desse cenário, tomamos uma decisão inegociável na XP Educação: certificar 100% dos nossos colaboradores em Inteligência Artificial, com trilhas adaptadas a todas as áreas da empresa. Essa formação não é opcional para novos contratados. É parte do nosso onboarding. É parte da nossa cultura.

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Por quê? Porque liderar hoje significa preparar o seu time para decisões mais rápidas, aprendizado contínuo e inovação com responsabilidade.

Segundo a PwC, 86% dos investidores globais consideram a adoção acelerada da IA como moderadamente, muito ou extremamente importante para as empresas. No entanto, apenas 20% afirmam estar prontos para integrá-la ao dia a dia de seus negócios. Existe uma lacuna crítica aqui: a tecnologia está avançando mais rápido do que a capacidade das empresas de absorvê-la.

É por isso que a adoção da IA precisa deixar de ser um projeto isolado de inovação para se tornar um pilar estratégico transversal. É preciso deixar de pensar a tecnologia como um plano futuro, e entender que ela está influenciando a partir de agora.

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Na XP Educação, a IA não está restrita aos cursos técnicos ou à área de tecnologia. Ela está presente na construção de novos produtos, no suporte ao aluno, nas decisões de negócios e na forma como organizamos nosso tempo. Criamos um ecossistema de aprendizado contínuo que parte do princípio de que toda função pode ser potencializada com IA — se houver preparo.

Não se trata de substituir pessoas. Trata-se de ampliá-las.

As empresas que prosperarão na próxima década serão aquelas que colocarem a IA não apenas como ferramenta, mas como linguagem organizacional. Uma linguagem que todos, sem exceção, devem dominar.

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A história é clara: quem hesita diante de uma revolução, costuma virar rodapé nos livros de negócios.

Esse é o momento para agir. Para formar times fluentes em IA. Para integrar a tecnologia à cultura. E para transformar ambição digital em vantagem competitiva.

A questão já não é mais SE a tecnologia vai influenciar os negócios, mas COMO isso vai acontecer.

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Se a sua empresa ainda está decidindo se vai adotar IA, a realidade é que ela já está ficando para trás.

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Matheus Lombardi

CEO do InfoMoney e da XP Educação