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Daqui a alguns anos, quando for pesquisada a história da Vale nesta década, acredito que haverá um capítulo sobre comunicação. Por razões conhecidas, nos últimos anos, o foco da empresa foi a resolução de importantes desafios, o que resultou em um período de recolhimento. Após um processo profundo de transformação, que resultou em uma companhia com padrões de segurança de referência no mundo, entendemos que estávamos prontos para compartilhar com a sociedade os resultados dessa jornada de evolução – que, diga-se de passagem, é contínua.
Nesse contexto, em uma perspectiva histórica, haverá um marco: a realização, no dia 17 de setembro de 2025, de um espetáculo de música no meio da floresta amazônica, o Amazônia Live – Hoje e Sempre. O evento, transmitido por emissoras de TV aberta e fechada, teve shows da estrela da música pop Mariah Carey e das divas paraenses Dona Onete, Gaby Amarantos, Joelma e Zaynara, em um palco flutuante em formato de vitória-régia sobre as águas do Rio Guamá, no Pará.
Mais do que um acontecimento com repercussão mundial, foi um encontro carregado de simbolismo para nós, que estamos há 40 anos na região. O Amazônia Live – Hoje e Sempre, promovido pelo Rock in Rio e pelo The Town, com patrocínio da Vale, teve como propósito sensibilizar as pessoas para a importância da proteção e conservação da floresta. Além disso, reforçou a nossa conexão com o território e com os paraenses, lembrando que houve outro espetáculo, uma espécie de Amazônia Live – Parte 2, no estádio do Mangueirão, em Belém, para 50 mil pessoas com ingressos distribuídos gratuitamente.
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Os dois espetáculos materializam uma Vale que sentiu estar pronta para se (re)abrir. Na comunicação, isso se refletiu em conversas que estabelecemos em diversas frentes, com o intuito de fortalecer a conexão com as pessoas e mostrar a relevância do que fazemos e, principalmente, como fazemos.
Um exemplo claro dessa atuação é nossa presença histórica na Amazônia. Operamos há quatro décadas na região, de onde vem 60% do nosso minério de ferro. É uma história que vai muito além da produção. Temos uma parceria longeva com o ICMBio, que resulta na proteção de 800 mil hectares de florestas – o equivalente a cinco cidades de São Paulo em área de floresta protegida.
Conseguimos evitar quase 700 invasões nessas áreas nos últimos anos. Apoiamos ali 60 mil pessoas por meio de 140 iniciativas de bioeconomia e em projetos sociais que beneficiam diretamente as comunidades locais, além de gerarmos milhares de empregos diretos e indiretos no Estado.
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A Vale é uma empresa que aprendeu, respeita e conhece profundamente o Pará e a Amazônia. E se orgulha de mostrar que é possível, sim, conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental e progresso social.
A COP30 vai naturalmente gerar conversas sobre esses temas. Escolhemos, então, contar ao longo deste ano nossa história na região falando não só do que já fazemos, mas de nossa contribuição futura. A transição energética, que estará na pauta central da Conferência do Clima da ONU, depende de minério de ferro de alta qualidade e de minerais essenciais como o cobre e o níquel, que a Vale produz, para se tornar realidade.
Estamos gerando conexões também com quem promove cultura e esporte no Brasil. A Vale se consolidou como maior apoiadora privada do país nessas duas áreas. Por meio de leis de incentivo, fomentamos projetos que transformam vidas e preservam nosso patrimônio.
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Tudo isso cria o alicerce fundamental para uma marca se conectar com a sociedade: reputação. Sabemos que reputação não se impõe, é algo que se conquista. Para isso, é preciso ter coerência entre discurso e prática, além de presença e atenção constantes às demandas contemporâneas.
Em um cenário de informação instantânea, a gestão da reputação deixou de ser a moldura do quadro para se tornar a própria tela. É aqui que a comunicação assume um papel protagonista, deixando de ser apenas uma área de suporte para se consolidar como um pilar estratégico que impulsiona, engaja e protege a marca. Por isso, a comunicação que praticamos hoje é mais próxima, mais transparente, mais conectada com as pessoas.
Essa abertura, para mostrar à sociedade o que é a Vale hoje e o que ela faz, representa para nós a busca de algo que toda empresa, independentemente do seu porte ou setor de atuação, precisa para existir e prosperar: licença social para operar. Antes de ser um documento oficial, esta licença é uma conquista diária, um pacto de confiança estabelecido com a sociedade. Sem ela, a licença real, aquela que consta no papel, torna-se mais complexa e desafiadora de obter e manter.
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Costumo dizer que não existe mais fronteira entre comunicação B2B e B2C. No fim das contas, tudo é P2P: people to people. É com essa lente que desenhamos nossa estratégia. Queremos estar presentes no dia a dia das pessoas, inclusive dos jovens, que cobram propósito, coerência e transparência.
Por isso, estamos usando elementos como cultura, esporte, música e sustentabilidade como elementos de diálogo. O Amazônia Live – um movimento cultural e ambiental para celebrar a biodiversidade, os povos e a cultura da Amazônia, trazendo ainda mais luz para a urgência da conservação do bioma – é uma demonstração inequívoca desta abertura ao diálogo. Daí a minha convicção em tê-lo como marco de nossa reconexão com a sociedade.
Os ecos dessas conversas já ressoam. Registramos crescimento em nossa audiência no digital, temos visto queda na rejeição à nossa marca e estamos entre as três empresas mais desejadas para trabalhar no Brasil. Além disso, a Vale figura entre as marcas mais valiosas do País, a única B2B no top 20 da Brand Finance.
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São dados que nos encorajam a aprofundar o diálogo, escutar o que se espera de nós e mostrar, com humildade e transparência, o que estamos fazendo para atender a essas expectativas. Na Vale, acreditamos que uma marca forte é aquela que tem propósito, entrega valor para a sociedade e sabe contar sua história com verdade, responsabilidade e emoção.
A comunicação não é um adorno. É parte fundamental da estratégia, da reputação e da licença social para continuar realizando aquilo que escolhemos fazer: contribuir com o Brasil e com o planeta. Como diz o nosso propósito, transformar a vida e o futuro. Juntos.