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Ter conta conjunta faz sentido? 3 passos para acabar com as brigas

Se a ideia for controlar todos os gastos do seu parceiro (ou da sua parceira), é melhor buscar uma terapia de casal

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(Shutterstock)

“Eu não suporto a ideia de o meu marido ficar vendo o valor que eu gasto com a manicure por mês”. O desabafo veio de uma amiga como o argumento supremo contra o uso de conta conjunta.

Mas a verdade é que este não é o objetivo deste tipo de conta. Se a ideia for controlar todos os gastos do seu parceiro (ou da sua parceira), é melhor buscar uma terapia de casal.

A conta conjunta foi criada como uma ferramenta para o casal conseguir dividir as despesas da casa e da família – e não como um substituto para a conta individual.

Desde que comecei a trabalhar com educação financeira para mulheres, um dos assuntos que mais rendem perguntas e comentários é justamente o uso da conta conjunta e a melhor forma de dividir os gastos do casal.

Em primeiro lugar, trago a minha experiência. Sou casada há oito anos e dividimos as contas da casa de forma proporcional com o ganho de cada um. Nunca sentimos a necessidade de ter uma conta conjunta para operacionalizar os gastos do dia-a-dia.

No entanto, cada casal tem as suas particularidades, preferências e circunstâncias.

Conheço mulheres que têm contas conjuntas com seus maridos e fazem o acordo funcionar perfeitamente bem. A meu ver, existem três passos para garantir o sucesso da operação:

1. Definir os gastos que sairão da conta conjunta

Aluguel? Plano de saúde? Roupas das crianças? O que a conta conjunta deve bancar? Não existe uma regra universal, mas, na minha visão, o ideal é que esta conta cubra as despesas essenciais do casal (ou da família): moradia, alimentação, transporte, saúde.

Já os gastos individuais (como roupas, presentes, alimentação fora de casa) podem ser bancados individualmente.

2. Estabelecer a contribuição de cada um

Na sequência, o casal deve concordar com um porcentual de seu salário com o qual cada um pode contribuir para arcar com os gastos conjuntos. A melhor forma de garantir a justiça (especialmente quando existe uma desproporção entre os salários) é pensar em termos proporcionais.

Eu gosto muito da fórmula do 50/30/20 para equilibrar os gastos: 50% da renda deve bancar os essenciais, 30% os supérfluos e 20% vai para a criação de uma reserva.

Partindo deste princípio, uma sugestão é que cada um contribua com 30 a 40% dos seus ganhos mensais para esta conta, o que ajudaria a bancar as despesas essenciais da família.

3. Manter as contas individuais

Nenhum dos dois pode abrir mão da sua conta corrente individual – é dela que sairão os pagamentos das despesas particulares.

A conta individual é também o fruto do relacionamento de cada um com o seu banco. Ela traz o seu histórico de cliente (junto com as suas taxas de juros) – e isso não deve ser deletado. O relacionamento pode ou não dar certo, mas isso não pode zerar a sua história com o banco.

Eu aprendi com meus pais que o combinado não custa caro. Se o casal implementar estas minhas dicas, as chances de evitar muitas discussões são grandes.

Uma série de estudos mostra que o motivo principal para divórcios é dinheiro. Casais brigam quando têm dinheiro e quando não têm. Quando gastam pouco e quando gastam demais.

Brigam por dívidas, investimentos, cartão de crédito e mensalidade escolar. A receita para fugir destas armadilhas pode não ser a conta conjunta – mas estabelecer as regras ajuda (e muito) a manter paz conjugal.

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Carol Sandler

É fundadora da plataforma online Finanças Femininas e da TV Carol Sandler, a primeira TV digital de uma influenciadora brasileira, além de sócia e diretora de conteúdo da Ella's Investimentos. Também é autora do livro Detox das Compras e coautora de Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos.