Investindo em ativos de altíssimo risco

O número mágico que sempre falam é de pelo menos 10, e, preferencialmente, mais de 30. Assim, se alcança uma chance maior de acertar aquela que não irá quebrar

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Uma das perguntas que me fizeram recentemente é o motivo de investir em uma startup ou criptomoeda se a chance de sucesso em geral é ínfima e as estatísticas demonstram que mais de 90% delas irão quebrar nos próximos dois anos.

Essa reflexão se iniciou com uma declaração do CEO da Ripple, que disse que 99% das criptomoedas existentes vão valer zero em um futuro próximo.

Essa pergunta fica ainda mais relevante quando consideramos que muitas pessoas estão sendo incentivadas a correr mais risco pelos rendimentos ínfimos decorrentes da queda das taxas de juros.

A B3 atingindo a marca de 3 milhões de investidores no mês passado, com crescimento de mais de 80% em relação ao ano passado, é uma indicação inequívoca desse movimento.

A forma tradicional de investir nesses ativos de alto risco é tentar diversificar ao máximo, não investir em somente uma, mas em várias startups/criptomoedas.

O número mágico é de pelo menos dez – e, preferencialmente, mais de 30. Assim, se alcança uma chance maior de acertar aquela que não irá quebrar.

Por outro lado, pensando somente pelo aspecto de sobrevivência, a forma mais fácil de se ganhar dinheiro com esse tipo de investimento poderia ser montar uma posição vendida (apostando que ela irá valer zero em breve).

Mecanismos para isso o mercado financeiro já desenvolveu: futuros, opções, vendas a descoberto etc. Não será por falta de formas de fazer isso que você deixaria de implementar sua estratégia.

Mas será essa a melhor tática de longo prazo? Sairá ela ganhadora em relação à forma mais tradicional de investir nesses ativos? Se sim, por que ninguém a implementa?

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Bem, o grande ponto a ser analisado aqui não é somente a taxa de sucesso, mas também a magnitude desse sucesso.

Imaginem alguém que tenha, há 20 anos, resolvido implementar a estratégia de ficar vendido em startups e tenha selecionado 100 delas. Vamos supor que, dessas 100 startups, apenas uma tenha sobrevivido: uma vendedora de livros online chamada Amazon.

Sem precisar me estender muito, vocês já conseguem ver aonde quero chegar.

Assim como a taxa de sucesso é importante, a magnitude do crescimento também é. Tenho convicção de que um investidor que tenha implementado a estratégia acima não ganhou dinheiro nesse período, muito pelo contrário.

A Amazon não somente passou de uma vendedora de livros online para uma das maiores potências do mundo digital, mas também teve uma valorização que certamente foi maior do que o somatório dos preços daquelas 100 empresas há 20 anos atrás.

A magnitude de crescimento de um negócio exponencial, e isso inclui todos os tokens de iniciativas em blockchain, são imensos. O poder de transformação, adequação ao novo ambiente e de se tornar onipresente em nosso dia a dia de algumas dessas iniciativas é algo que não pode ser ignorado.

Portanto, se for aplicar em investimentos de altíssimo risco, a forma mais adequada de fazê-lo é sim comprar essas iniciativas e diversificar o máximo que conseguir. E torcer para que nessa cesta de iniciativas que você comprou tenha uma nova Amazon nela.

A forma de fazer isso pode ser via plataformas de equity crowdfunding, investimentos anjo ou comprando o token do projeto que você acredita. Não esquecendo que em todos esses casos, e porque não dizer em todos os casos de investimentos, fazer sua própria pesquisa (DYOR – do your own research) é provavelmente a melhor forma de não ter surpresas.

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Gustavo Cunha

Profissional com mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro brasileiro e ex-diretor do Rabobank Brasil, escreve sobre inovação e os impactos dela no mercado financeiro (essencialmente Blockchain, criptomoedas e Fintechs). É experiente palestrante que concilia prática e teoria nos seus estudos para o doutorado (PHD) na Universidade do Porto (Portugal).