Humorista do Porta dos Fundos lança, ironicamente, Eike à presidência

Gregorio Duvivier fala sobre alguns movimentos da direita mais radicais, que pregam a meritocracia acima de tudo

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores
arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – Eike Batista está em baixa no mundo dos negócios, mas pode ter um excelente lugar na política – precisamente, como candidato à presidência em 2014. O megaempresário foi lançado, ironicamente, pelo humorista Gregorio Duvivier, famoso por sua participação de destaque no Porta dos Fundos, em sua coluna na Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (2).

Duvivier fala sobre alguns movimentos da direita mais radicais, que pregam a meritocracia acima de tudo – o que, para Duvivier, é visto como “excessivamente”. Ironicamente, Eike já foi, supostamente, ligado à um grupo desses: trata-se do Partido Novo, que quer implantar práticas empresariais na gestão do Estado, o que é naturalmente saudável.

O problema é quando esse ímpeto empresarial acaba excluindo algumas essas do sistema – o Brasil ainda é um País com uma enorme quantidade de pobres. Não adianta pensar que a implantação de uma radical meritocracia solucionaria o problema de muitas pessoas. Através da ironia, Duvivier mostra os perigos de pensar que o Brasil é uma grande empresa.

É, também, uma mostra de que a democracia é uma forma mais estável para se controlar os bens públicos. Eike Batista já esteve em alta algum dia, mas perdeu popularidade e a a sensação de ser um “sobrehumano” conforme suas ações desabassem. Se, naquela oportunidade, o País tivesse sido entregue à Eike, quem garante que o Brasil não tivesse se tornado uma grande OGX Petróleo (OGXP3)?

Felipe Moreno

Leia também