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Nada ilustra melhor o ditado “o mundo dá voltas” do que as relações de trabalho.
Chega a ser irônico, o mundo é tão pequeno, em especial, quando falamos de empresas e dos encontros e reencontros que a vida se encarrega de fazer. O colega que um dia foi seu chefe em um lugar, pode ser alguém que recomenda seu trabalho ou passa a cooperar com você em novos projetos.
O modo como você lida com o outro, deixa um rastro de perfume (oportunidades) ou de azedume (prejuízos) por onde você passa. Por isso, sabe o que vale mais do que dinheiro? As conexões que você constrói ao longo da sua jornada no convívio com as pessoas.
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As empresas, cada vez mais, também percebem o ativo precioso que é ter colaboradores com uma rede poderosa de networking e com a habilidade de fortalecer os vínculos de confiança entre os membros da equipe.
Ter líderes com capital social é muito benéfico para a empresa, porque eles atuam como catalisadores de crescimento e inovação. De acordo com o levantamento do IDCE, 80% dos executivos atuantes em médias e grandes empresas reconhecem o networking como estratégico para os negócios.
O problema é que muitos profissionais, apesar de todo conhecimento técnico, tem dificuldade de comunicação e péssimo traquejo social. E aí, os projetos emperram, relações se desgastam, resultados caem e equipes perdem energia, não por falta de competência, mas por ruídos de comunicação.
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O economista Andrew Oswald, da Universidade de Warnick, criou uma fórmula e calculou que ganhar um amigo equivale a receber R$ 134 mil a mais de salário anual, em termos de aumento de satisfação. Longe de querer romantizar a vida corporativa, mas seria bem melhor o dia a dia e a saúde mental, se pudéssemos conviver com quem nos relacionamos bem e confiamos. E de fato, o primeiro passo para construir elos de confiança, é saber se comunicar com clareza, leveza, ser bom ouvinte, e claro, ser capaz de lidar com os diferentes perfis de pessoas.
Como especialista de comunicação e autora do livro Sua Voz pra Jogo, gosto de lembrar que nada é mais magnético do que alguém interessado e que escuta de modo genuíno as pessoas. Isso te torna uma pessoa mais confiável na perspectiva dos outros.
CEOs, equipes de RH e áreas de desenvolvimento já reconhecem a importância de apoiar os líderes no desenvolvimento da habilidade de comunicação, tem voltado a investir no treinamento desta soft skill, seja em vendas, marketing, quanto áreas de apoio, afinal, é o que sustenta as relações e, consequentemente, o que impulsiona os resultados.
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Costumo dizer que a comunicação é a habilidade número 1, pois é por meio dela em que se consegue transmitir com clareza todas as nossas outras habilidades, na vida corporativa, seja você um profissional de TI, jurídico ou comercial.
Nos últimos anos, acompanhando líderes e equipes de grandes companhias, vejo que saber se comunicar diferencia profissionais bons de profissionais notáveis. Pessoas bem relacionadas e que se comunicam com clareza aprendem a ter jogo de cintura para lidar com os conflitos naturais do dia a dia, conseguem tirar projetos do papel, motivam o time e geram novas oportunidades de crescimento e de negócios.
Aliás, é crescente o movimento de profissionais que se tornam parte de comunidades para networking incentivados pelas próprias empresas em que atuam. Algumas mais conhecidas são o G4 Comunidades, que reúne empresários, o B2B Match, que mobiliza profissionais de RH e o The Fob – Future of Belonging, composta por executivas, empresárias, médicas, focada no público feminino. Vejo a conscientização de como a comunicação e o fomento ao networking geram crescimento por meio da colaboração.
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As comunidades são um ecossistema vivo e dinâmico, onde as pessoas se conectam por propósitos comuns, compartilham conhecimentos e resolvem problemas de forma coletiva.
No fim das contas, toda relação, seja com colegas, clientes ou parceiros, depende da qualidade das conversas que sustentam o vínculo.