Vencer a si mesmo é o maior dos desafios.

Quando as pessoas atingem seus objetivos, tais como quando encontram um(a) namorado(a) maravilhoso(a), começam em um novo trabalho, pagam todas as suas dívidas ou o que quer que seja, elas perdem a sua motivação. Elas começam a pensar que não precisam mais seduzir tanto, trabalhar tanto ou continuar organizando sua vida financeira, então relaxam.

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A educação financeira, apoiada na linha das finanças comportamentais, promove o autoconhecimento que, consequentemente, leva o indivíduo a um nível profundo de conscientização financeira, sendo, portanto, duradoura, já que para realizar a maioria de seus sonhos será preciso que ele atinja metas que serão os seus desafios de longo prazo. Portanto, contínuo.

Deixar a lista de inadimplência, em virtude de insegurança ou medo com relação à economia, significa apenas que o indivíduo teve a percepção sobre a desaceleração da economia e perda do poder de compra de seu dinheiro, sentindo-se limitado com relação à sua renda e até mesmo preocupado com a manutenção do seu emprego ou, ainda -, o que é comum nessa época do ano – a pessoa precisa ter seu nome limpo para realizar as compras de final de ano.

Isso definitivamente não é educação financeira e, portanto, dura apenas entre o período em que a insegurança surge e passa ou que o nome entra na lista de inadimplentes e sai dela. Portanto, um desafio de curto prazo e apenas pontual.

O texto abaixo foi extraído de um programa de MBA americano.

É antigo, mas nos dá uma clara visão sobre porque desafiarmos a nós mesmos é o que nos mantém vivos, livres e prósperos, uma vez que essa é a natureza do ser humano.

“Os japoneses sempre adoraram peixe fresco, porém as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco.

E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes.

Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.

Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram do sabor do peixe congelado.

Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de pesca nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como “sardinhas”. Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos.

Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.

Então, como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor?

Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

Antes de ler a resposta, leia isto:

Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é mais você gosta de solucionar um bom problema.

Se você tem desafios à sua frente e você consegue superá-los passo a passo, você se sente muito feliz consigo mesmo e motivado a querer realizar mais. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado em buscar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega “muito vivo”. Os peixes são desafiados.

Portanto, ao invés de evitar desafios, se atire neles. Curta o jogo. Se seus desafios são grandes e numerosos, não desista. Revitalize-se! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá de encontro aos objetivos do seu grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade.

Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.

Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.”

Então, mãos à obra. Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar.

 

 “O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador”. L. Ron Hubbard

Silvia Alambert Hala

Silvia Alambert Hala é CKO da Progress Educacional, co-fundadora da The Money Camp™, empresa licenciada no Brasil pela Creative Wealth™ Intl (USA) onde atua há 13 anos como educadora financeira de crianças, jovens e adultos, coach especializada em finanças comportamentais, palestrante, co-autora do livro “Pai, ensinas-me a poupar!” (Ed. Rei dos Livros) publicado em Portugal e coordenadora do projeto de educação financeira para jovens atletas de alto desempenho da empresa Tênis to Go™.