Disrupção em tempos de coronavírus

Não é a primeira vez que pandemias dessa ordem acontecem, mas a forma como reinventaremos o jeito de viver será inédita

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(Shutterstock)

“Agora o mundo ri, rasgou-se a terrível cortina, é a hora do casamento entre a Luz e as Trevas.” (Além do Bem e do Mal – Prelúdio a uma filosofia do futuro – Friedrich Nietzsche) 

Não há como falar sobre internet e como ela revolucionou a forma de nos comunicarmos, interagirmos, comprarmos, vendermos e como o fluxo de informação ao redor do mundo se tornou instantâneo, sem antes mencionarmos aquele que é conhecido como o “pai da internet”, Tim Berners-Lee.

O que inicialmente havia sido concebido para uso militar lá pelos idos de 1960 e, posteriormente, científico, tornou-se uma ferramenta de uso pessoal graças à criação de Berners-Lee: a World Wide Web (www). 

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O primeiro website do mundo foi feito no Cern (o maior laboratório de física de partículas no mundo) e colocado online em 6 de agosto de 1991. Mas até o meio tornar-se popular, levou mais cinco anos.

Tim Berners-Lee é um físico britânico, cientista da computação e professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) que abriu mão da patente de sua criação, para que o mundo pudesse ter fácil acesso à rede, utilizando-a como recurso de desenvolvimento, colaboração e integração dos povos. Tim Berners-Lee inventou a web e a deu de presente ao mundo.

Em tempos de COVID-19, você consegue imaginar como seria a sua vida sem a internet?

Para o bem, e infelizmente, às vezes até para o mal, a internet está aí e revolucionou a vida de 4,2 bilhões de pessoas. A internet foi disruptiva e é impossível falar em transformação digital sem falar nela.

O novo coronavírus acelerou o processo de transformação digital que poderia levar ainda décadas até alcançar um grande número de pessoas ao redor do mundo e, como qualquer movimento de disrupção, é bem provável que o jeito que estamos vivendo, consumindo, nos comunicando e realizando os nossos trabalhos e estudos, em virtude do covid-19, não volte a ser mais da forma que era antes.

Não é a primeira vez que pandemias dessa ordem acontecem, mas a forma como reinventaremos o jeito de viver será inédita. Alguns exemplos:

1) Mudança nos hábitos de consumo

Com as famílias passando mais tempo em casa, houve aumento de compras de itens básicos, além da estocagem de alimentos e bebidas. 

As pessoas também estão mais preocupadas com a saúde e a demanda por produtos de higiene, saúde e bem estar cresceu consideravelmente. 

Ainda assim, apesar do pânico e das compras exageradas, as pessoas declaram que conseguem economizar, pois não caem em tentação na compra dos supérfluos, já que não querem ficar muito tempo dentro dos estabelecimentos comerciais.

2) Teletrabalho

Muitas pessoas nunca se imaginaram trabalhando ou tendo reuniões a partir de casa. Agora elas não conseguem se imaginar tendo que ir à empresa todos os dias. 

É bem provável que as empresas também estejam se questionando sobre a necessidade e o custo de se manter funcionários todos os dias na empresa. 

3) Supermercado e farmácia online

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Quase 40% dos atuais compradores online fizeram sua primeira compra em março, de acordo com estudo da SmartCommerce

Isso significa que quanto mais o tempo passa, seja pela necessidade ou medo, as pessoas estão se sentindo mais confortáveis para realizarem compras online. Isso não tem volta: é fácil, prático, indolor e ainda entregam na porta de casa. 

4) Educação com tecnologia 

A criação de um modelo pedagógico ainda é um desafio para as escolas, seja no Ensino Fundamental ou Médio, já que não são muitas as experiências relatadas com uso de aulas online.

Futuramente, a escola deixará de carregar o modelo de educação do século XVIII, para melhor acomodar a educação do século XXI, afinal, são muitas as plataformas educacionais já disponíveis.

5) DIY (Do It Yourself) – Faça você mesmo

Aproveitar o tempo em família para realizar tarefas que normalmente não temos tempo, nem paciência ou habilidade, parecem ter ficado muito mais agradáveis de serem aprendidas em tempos de coronavírus, até porque não há ninguém que possa fazer para nós nesse momento: de pães caseiros a receitas elaboradas para surpreender a família; de pequenos reparos e organização de armários, até pintar a casa; fazer as próprias unhas ou pintar os cabelos.

Aprendemos que somos capazes e podemos fazer tudo, principalmente se houver conteúdo na internet.

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A covid-19 é uma atrocidade, mas como li em algum lugar por aí: “Toda crise possui três elementos: uma solução; um prazo de validade e uma lição para a vida.”

Tudo vai passar. Por favor, cuide-se por mim. Eu estou cuidando de mim por você.

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Silvia Alambert

Silvia Alambert é fundadora e CEO da moola Educação Financeira (The Money Camp® no Brasil). Educadora financeira de crianças e jovens, é certificada e licenciada pela Creative Wealth® Intl (USA) e coordenadora do projeto de educação financeira para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade sócio-econômica pelo ITESA (Instituto de Tecnologia Social Aplicada).