I’ll be back: Exterminador do Futuro volta aos cinemas e presta homenagem ao original

InfoMoney já assistiu ao novo filme da franquia e conta (sem spoilers) o que esperar da volta de Arnold Schwarzenegger como o androide T-800

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SÃO PAULO – Ainda não é sexta-feira, mas com o pregão encerrado é hora de desligar o home broker e “esfriar a cabeça” fincando de olho nas estreias do cinema desta semana – que no Brasil ocorrem de quinta-feira. Amanhã chega aos cinemas de todo País “Exterminador do Futuro – Gênesis”, com a volta do astro Arnold Schwarzenegger como o androide T-800. O InfoMoney já assistiu ao filme e te conta, sem spoilers (o que é fácil, já que os trailers contam tudo já), o que esperar.

Logo que foi anunciado, a produção já ganhava uma grande pressão com o filme, já que a franquia vem de dois filmes duramente criticados – e que para muitos fãs deveriam ser desconsiderados. Sarah Connor e seu filho John estão de volta na aventura, mas sem as imagens de Linda Hamilton e Edward Furlong para representá-los. Desta vez, a mãe do líder da resistência contra as máquinas é interpretada pela queridinha Emilia Clarke – a Daenerys de Game of Thrones -, enquanto Jason Clarke fica com o papel de John Connor.

Como já havia sido anunciado, a trama anula a existência do terceiro e do quarto filme e tenta recriar a franquia ao inaugurar uma nova linha temporal – o que até poderia parecer apenas vontade de ganhar mais dinheiro, mas é uma ideia bem lógica em um filme de viagem no tempo. O primeiro detalhe aqui é que é bem importante para o espectador conhecer os dois primeiros filmes da série, já que praticamente toda a história utiliza os acontecimentos dos longas de 1984 e 1991 como base para desenvolver seu roteiro.

O grande problema é que a história deste filme é bem fraca, ficando nas homenagens aos filmes originais o maior trunfo de “Gênesis”. A trama é praticamente a mesma do primeiro longa, com o John Connor do futuro mandando o soldado Kyle Reese para salvar sua mãe de um exterminador mandado para matá-la em 1984. O problema é que as coisas não são as mesmas do que já conhecemos e o passado parece ter sido modificado. A partir disso, a história básica é a mesma: eles precisam destruir a Skynet para evitar o dia do Julgamento Final.

Para os fãs, a primeira metade deste novo filme pode agradar devido à suas referências aos dois primeiros longas, com cenários iguais, personagens de volta e até uma histórica luta entre dois Schwarzeneggers. Mas a diversão para por aí. O filme que poderia aumentar a complexidade e tinha uma ótima oportunidade de reviver a emoção e a qualidade dos longas originais não passa de um roteiro raso e com claro desespero por surpreender o espectador. São tantas reviravoltas durante o filme que antes mesmo da metade da produção não há mais como ficar surpreso. Isso sem tirar algumas cenas extremamente mal feitas (vide a perseguição de helicópteros).

A Sarah Connor de Emilia Clarke não é ruim. A atriz realmente se mostra forte como era a personagem de Linda Hamilton no segundo filme, mas o roteiro pobre deixa esta Sarah Connor bem sem graça – e com alguns momentos que parecem mais preocupados em mostrar o corpo da atriz do que sua coragem.

O que realmente vale a ida ao cinema é o gigante chamado Arnold Schwarzenegger. O ator está à vontade de volta a um de seus maiores personagens, e acerta em praticamente todas as cenas ao misturar todo o medo que o androide T-800 precisa passar, e acrescentando diversos alívios cômicos durante todo o filme. Não é uma atuação genial, mas é muito acertiva e lembra seus personagens na franquia “Os Mercenários” e de comédias como “Um Herói de Brinquedo”.

Infelizmente, “Exterminador do Futuro – Gênesis” é mais um erro da franquia, e para os fãs continua sendo melhor considerar apenas os dois primeiros longas. É bom lembrar que já está confirmado que esta será uma nova trilogia, ou seja, teremos mais pela frente. E para isso, é bom destacar aqui que, para quem for ao cinema, é bom não levantar da cadeira quando os créditos começarem a subir, pois, seguindo a nova moda de Hollywood, tem uma cena extra (se é boa ou ruim, você quem decide).

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.