3ª temporada de House of Cards estreia no Netflix; veja outras séries políticas

Após acompanhar a escalada do político no poder dentro da Casa Branca, a terceira temporada agora promete trazer grandes dificuldades e talvez a "queda" de Underwood

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*Cuidado, o texto contém spoilers para quem não viu as 2 primeiras temporadas
SÃO PAULO – Às 5h (horário de Brasília) entrou no ar na Netflix a nova e aguardada temporada de House of Cards, dessa com o protagonista Frank Underwood (Kevin Spacey) ocupando a presidência dos Estados Unidos. Após acompanhar a escalada do político no poder dentro da Casa Branca, a terceira temporada agora promete trazer grandes dificuldades e talvez a “queda” de Underwood.

O InfoMoney já assistiu metade da nova temporada – fique tranquilo, não teremos spoilers aqui – e esses novos capítulos da jornada dos Underwood (a mulher de Frank, Claire, ganha cada vez mais destaque na trama) mantém o alto nível do programa. Para os fãs, tudo que consagrou a série até o momento continua lá: a quebra da barreira com o espectador, as articulações políticas e Kevin Spacey simplesmente genial.

Esta temporada tem início alguns meses após o término da última, e Frank já sofre com baixíssimos índices de popularidade. Além disso, seu humor – ou mau humor – afeta a todos no governo e o agora presidente se vê cada vez com menos aliados. Diante disso, Frank tenta aprovar um grande projeto para gerar 10 milhões de empregos, o que se torna uma grande luta dentro de um Congresso que não o apoia.

Após duas temporadas de ascensão, fica difícil acreditar que nesta terceira parte da saga de Frank não veremos sua queda. Porém, pelo menos até o sexto episódio, mesmo enfrentando diversas dificuldades, não há como ter certeza de que o futuro do protagonista é realmente ruim. Recentemente, em entrevista ao The Hollywood Reporter, o criador da série, Beau Willimon, desconversou sobre o assunto. “Dá para Frank subir ainda mais? A única direção possível é para baixo? Ele lutará para permanecer no topo? Tudo isso é possível”, disse.

No Brasil, assim como no resto do mundo, a série é um fenômeno, e recentemente gerou uma grande comparação com o Congresso Nacional. A revista Época chegou a colocar o agora presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em sua capa o comparando com Frank Underwood.

Recentemente a The Economist explicou a comparação, dizendo que mesmo sendo um aliado político do PT, Cunha pode ser um grande desafio para o atual governo. Isso porque, assim como na série americana, o presidente da Câmara pode “sentar em projetos que não apoia” ou estimular outros deputados a barrarem projetos na Casa. A publicação classifica Cunha como não sendo um “opositor dogmático” e lembra que o líder “está aberto à persuasão”, ou seja, ele é imprevisível e mesmo sendo “aliado” do PT, pode não apoiar o governo em todas as decisões.

E você? Já começou a ver a nova temporada de House of Cards? O que está achando de Frank como presidente?

Aproveite para conhecer outras séries políticas:

Scandal
Scandal é uma série de televisão, atualmente em sua 4ª temporada, exibida pelo canal Sony no Brasil e com suas três primeiras temporadas disponíveis no Netflix. A série se passa em Washington, D.C e é estrelada por Kerry Washington, que interpreta Olivia Pope, uma ex-funcionária da Casa Branca responsável pela criação da Pope & Associates, uma empresa de gestão de crises. A personagem é inspirada na ex-assessora de imprensa do governo de George H. W. Bush, Judy Smith.

The West Wing
Exibida entre 1999 e 2006, The West Wing, disponível em DVD, é uma série que mostra acontecimentos na Casa Branca, especificamente na Ala Oeste (West Wing), o centro nervoso do lugar, onde o presidente (vivido por Martin Sheen) e seus assessores diretos trabalham. Basicamente, a série mostra os bastidores da vida do presidente dos EUA, tanto na execução de seu trabalho quanto em sua vida pessoal.

Homeland
Homeland segue Carrie Mathison, uma oficial de operações da CIA que, depois de conduzir uma operação não autorizada no Iraque, é colocada em liberdade condicional e transferida para o Centro Contraterrorista da CIA em Langley, Virgínia. Enquanto conduzia a sua operação no Iraque, Carrie foi avisada por uma fonte que um prisioneiro de guerra americano passou para o lado da Al-Qaeda. É então que ela é informada que Nicholas Brody, um sargento dos Fuzileiros Navais que desapareceu durante o serviço em 2003, foi resgatado durante uma incursão da Delta Force num complexo pertencente a Abu Nazir. Carrie passa a acreditar que Brody é o prisioneiro de guerra que sua fonte tinha falado. A série está na 4ª temporada e está disponível no Netflix.

24 Horas
Já 24 Horas mostra um dia na vida do agente da Unidade Contra Terrorista Jack Bauer. Bem mais focada na ação, a série mostra não só o trabalho de Bauer, mas também uma trama política normalmente envolvendo o governo e o presidente dos EUA. Um dos diferenciais da série é que cada episódio (incluindo os comerciais) dura exatamente 60 minutos, tanto na vida real quanto dentro da série, o que leva à temporada completa a retratar exatamente 24 horas. A todo momento é exibido um relógio para indicar o andamento do tempo dentro da série. 24 Horas já terminou e tem 9 temporadas.

*A partir desta semana, o InfoMoney começa a publicar, todas as sextas-feiras, dicas de livros, séries, filmes, entre outras coisas para quem quer relaxar a cabeça após o pregão

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.