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Workaholic ou worklover: o que você é?

Há quem confunda os workaholics e os worklovers. Contudo, ambos têm apenas o apreço pelo trabalho em comum, mas é o worklover que se destaca no mercado

SÃO PAULO – Ficar horas se dedicando ao trabalho não significa necessariamente que você adore o que faz e tampouco demonstra o quão dedicado você é. Foi-se o tempo em que o perfil do profissional workaholic era valorizado pelo mercado. O que se busca hoje são os profissionais worklovers.

Há quem confunda os workaholics e os worklovers. Contudo, ambos têm apenas o apreço pelo trabalho em comum, como explica o diretor regional de São Paulo da De Bernt Entschev Human Capital, Júlio Bonrruquer. “O workaholic se dedica inteiramente ao trabalho. Já o worklover consegue manter um equilíbrio maior entre vida pessoal e profissional”, afirma.

De maneira geral, segundo o especialista, os workaholics pensam e respiram trabalho o tempo todo em detrimento da vida pessoal. “A única coisa que sustenta a sua vida é o trabalho”. A única coisa que dá sentido à sua vida é o fator profissional.

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Já o worklover adora o seu trabalho, o fez de maneira efetiva, mas dá a ele o mesmo peso que dá à sua família e amigos. “O trabalho lhe dá energia, mas ele sabe balancear melhor os dois campos de sua vida. Ele tem mais jogo de cintura”, constata Bonrruquer.

Resultados
Ao contrário do que muitos pensam, o fato de o workaholic respirar trabalho não significa que ele é bom no que faz ou tem mais sucesso nos resultados que o worklover. Ao contrário, o especialista constata que os resultados são mais efetivos no segundo perfil. E os motivos para isso variam.

O fato de os amantes do trabalha terem uma vida mais equilibrada os ajuda a atingir melhores resultados. É notório o impacto da qualidade de vida na rotina do trabalho: corpo e mente equilibrados permitem que os pensamentos, ideias e soluções fluam.

Já pensar em trabalho o tempo todo só prende o profissional cada vez mais dentro da caixa, o estresse aumenta e as ideias não vêm. No fim, ou os resultados não aparecem ou eles são ruins. “É essencial tentar manter um equilíbrio”, considera Bonrruquer.

Os dois perfis também se diferenciam pelos objetivos. “Muitas vezes, o workaholic se aplica no trabalho ou por ganância ou mesmo para fugir de algum problema ou frustração pessoal”, explica o especialista. “O worklover é movido pelo seu desenvolvimento e busca uma melhor relação interpessoal e realização pessoal também”, compara.

O que eu sou
De início, não é fácil detectar um worklover ou um workaholic. Os dois trabalham muito. Contudo, vendo de perto, as diferenças são notórias. “O workaholic é o primeiro a chegar e o último a sair”, afirma Bonrruquer. Mas, é preciso cuidado, porque o worklover também pode fazer isso. A diferença essencial nesse caso é o modo como cada um dos perfis leva essa rotina.

Ainda que fique até mais tarde, o worklover o faz porque acredita que terminar aquele trabalho naquele dia é importante para ele, não apenas para a empresa. Para ele, concluir aquela atividade faz mais parte de uma realização pessoal. Ele mesmo se desafia. Por isso, quando consegue atingir determinados resultados, o worklover não espera reconhecimento externo para se estimular. Ele é autoestimulante. Traz ideias e as coloca em prática, sem esperar o aval de ninguém.

O worklover encara os desafios com prazer, ao contrário dos workaholics, que se fecham nas atividades que fazem no piloto automático e não demandam para si novos desafios. Para eles, o que importa é conseguir fazer determinada tarefa o mais rápido possível para dar conta de outra e depois outra. A qualidade dos resultados é deixada de lado.

Para os amantes do trabalho, o dia passa depressa. E saber traçar prioridades e agendar tarefas para o dia seguinte não é nenhum fardo. O worklover reconhece a importância de um final de dia com amigos ou um final de semana de descanso. Para o workaholic o dia de trabalho nunca é suficiente, por isso, ele tenta cumprir todas as tarefas que têm no dia.

“Quando a pessoa ama o seu trabalho, ela caminha perto do equilíbrio. E conseguem se destacar, porque são eles que geralmente são os melhores profissionais da equipe”, considera Bonruquer. Para o especialista, a conta é simples: quem gosta do que faz consegue executar as tarefas e sabe para quais direções têm de caminhar para conquistar o sucesso.