Você conhece a remuneração por competência?

Ela combate as injustiças no trabalho e promove equidade salarial; valoriza mais as pessoas e também promove evolução na carreira

SÃO PAULO – Ocupar a mesma posição numa companhia não indica que as pessoas tenham as mesmas obrigações, mas, às vezes, significa que elas ganham o mesmo salário, mesmo que um profissional tenha mais atribuições que outro. Pois este tipo de injustiça, presente em alguns ambientes de trabalho, poderá ser abolida com uma nova prática: a remuneração por competência.

Existem empresas que optam por remunerar os funcionários de acordo com seu desempenho, o que facilita a retenção e captação de talentos no mercado de trabalho, de acordo com o consultor organizacional, Enio Resende.

Valoriza pessoas

Segundo disse o consultor, em palestra no I ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos), a remuneração baseada em competências apresenta características como, por exemplo, permitir a diferenciação salarial baseada no valor das pessoas.

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Além disso, a prática possibilita o aperfeiçoamento das descrições do cargo, especificamente no que se refere aos requisitos exigidos aos ocupantes. Ele ainda disse que, com esta remuneração, há o favorecimento à justiça e à eqüidade salarial, ampliação da possibilidade de evolução na carreira e estímulo ao autodesenvolvimento.

Remuneração do futuro

Já para o diretor do Grupo AncoraRh, Rogerio Leme, para que os funcionários estejam aptos a receberem este tipo de remuneração, o qual dominará o mercado nos próximos anos, eles devem saber o conceito exato de remuneração.

“A primeira mudança conceitual é entender que remuneração é tudo o que o funcionário recebe da empresa, incluindo benefícios, bônus, auxílios etc., e não apenas o salário pago mensalmente. Também a remuneração não poderá ser vista por empresas e funcionários por um valor mensal, mas sim anual, como já acontece em outros países e em cargos executivos”.

Avaliação de desempenho

Mas para aplicar este tipo de remuneração, a empresa precisa de critérios bem definidos sobre o que é ser competente, os quais serão aplicados para cada integrante da empresa de acordo com suas funções.

“Podemos ainda destacar que a remuneração por competências requer uma avaliação específica do potencial das pessoas, ao mesmo tempo em que exige a comparação desse potencial com os requisitos do perfil do cargo”, afirmou Enio.

Ainda com relação à esta avaliação, Rogerio Leme disse que é preciso um instrumento que permita a mensuração efetiva da contribuição de cada funcionário na construção dos resultados organizacionais. Esse instrumento é chamado de Avaliação de Desempenho com foco em competências.