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Vigilância e trabalho temporário empregam mais, mas pagam menos

Média de salários em 2004 foi, para os padrões atuais, de R$ 1.085. Para vigilantes e temporários, valor foi menor

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SÃO PAULO – Alto nível de emprego, baixa remuneração. É isso o que aponta levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para os setores de vigilância e trabalho temporário. A Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta quarta-feira (20), analisou os dados de 2004 das empresas de serviços não-financeiros.
Conforme os números, a média de trabalhadores que prestavam serviço a empresas era de oito por unidade, com renda mensal de 3,1 salários mínimos (atualmente R$ 1.085). Os vigilantes, na análise isolada, eram 168, com ganho de 2,9 salários mínimos (atualmente R$ 1.015). Os trabalhadores temporários, por sua vez, tinham os seguintes números, na mesma ordem: 106 e 1,8 (ou R$ 630).

Telecomunicações pagam mais, mas empregam menos

Na contramão está o grupo de Serviços de Informações, que apresentou, em 2004, uma das menores participações no número de empresas (58.065 ou 6,6%) e no de pessoas ocupadas (6,3%). As atividades que compõem esse segmento pagaram R$ 11,1 bilhões em salários e outras remunerações (15,4% do total).
O grupamento se destacou com receita operacional líquida média de R$ 2,073 milhões por empresa, produtividade de R$ 270,2 mil (bem acima da média, de R$ 53,7 mil) e salário de 7,6 salários mínimos (ou atualmente R$2.660) – duas vezes maior do que a média.
Geral

A pesquisa estimou, em âmbito geral, em 885.266 o número de empresas de serviços não-financeiros operando no Brasil em 2004. Elas geraram R$ 381 bilhões de receita operacional líquida, ocupando aproximadamente 7,093 milhões de pessoas, cujos salários e outras remunerações somaram R$ 72,22 bilhões.

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Em relação a 2003, houve aumentos de 4,8% no número de empresas (eram 844.444); de 11% na receita (foi de R$ 343,06 bilhões); e de 9,5% no total de ocupados (eram 6,478 milhões de pessoas).
Sudeste perde participação no setor

Analisando os dados por regiões, o perfil do Sudeste parece desacelerar. Entre 1998 e 2004, a localidade perdeu participação nos totais de receita bruta; salários, retiradas e outras remunerações; e pessoal ocupado no setor de serviços. Embora ainda concentre a maior parte dos negócios do setor para todas as variáveis, suas taxas de crescimento nesses indicadores foram inferiores à de outras regiões.
Segundo o IBGE, em 1998, o Sudeste representava 68,1% da receita bruta gerada pelas empresas de serviços não-financeiros ativas no Brasil, enquanto em 2004 essa contribuição foi de 65,7%. Todas as outras regiões apresentaram crescimento em suas representações, sendo que o Centro-Oeste obteve o maior aumento relativo (de 5,9% em 1998 para 6,7%, em 2004).
Salário e ocupação

Para o total de salários, retiradas e outras remunerações, a participação do Sudeste passou de 67,1% em 1998 para 66,3% em 2004, sendo que a região com maior dinamismo foi a Nordeste, que em 1998 encontrava-se no patamar de 9,4%, tendo subido para 10,2% em 2004.
O instituto detalhou que a dinâmica é percebida na análise do número de pessoas ocupadas: o Sudeste havia sido responsável por 60,6% do total em 1998, passando a 59,2% em 2004, enquanto o Nordeste teve o maior crescimento na representatividade (de 12,8% para 14,0%).