Viagem: forma de incentivo cresce nas empresas

Depois de passar por uma experiência como a de uma viagem, profissionais tendem a ficar mais tempo na mesma empresa

SÃO PAULO – Profissionais que alcançam, ou até superam, os objetivos desejados pelas empresas, contam com um tipo de incentivo que vem crescendo cada vez mais entre as organizações brasileiras: as viagens.

A experiência é positiva tanto para a companhia quanto para o funcionário. De acordo com o sócio-diretor da Duo Turismo, Gerson Palmeira, no passado, as empresas concediam pacotes turísticos para um profissional destaque. Agora, eles são dados para um grupo.

“A empresa inteligente organiza a viagem em grupo. Não é adequado dar a passagem para uma pessoa, mas levar um grupo. Com ele, você cria elementos que melhoram os relacionamentos da equipe”, afirmou Palmeira.

Bom para o funcionário

PUBLICIDADE

Segundo Palmeira, depois de passar por uma experiência como esta, os profissionais tendem a ficar mais tempo na mesma empresa. Além disso, quando voltam para o trabalho, após a viagem, eles ficam mais motivados.

“Se a empresa ainda disser: olha, tudo isso foi feito especialmente para você e, hoje você está na Itália, mas amanhã pode ser o Egito, a pessoa se esforça ainda mais”, disse o sócio-diretor. O resultado: melhora do desempenho e da relação entre funcionário-empresa.

Mas, para isso, é bom apresentar um comportamento adequado durante a viagem. A principal dica é nada de excessos. “Nunca tive problemas com funcionários, mesmo com bebidas em festas em que elas eram livres. Eles pensam o seguinte: tenho colega, diretor, gerente, executivo me observando, então não vou exceder”. Uma dica valiosa de comportamento na viagem é observar como a empresa lida em eventos internos, o que é tolerado ou não.

Incentivo

Conforme afirmou o sócio-diretor, atualmente, 75% das empresas incluem no orçamento anual uma verba para planos de incentivo, sendo que 65% delas realmente usam esse montante para a finalidade. “A proporção vem crescendo a cada ano”.

Até um tempo atrás, o incentivo era limitado a dinheiro ou a bens materiais. Mas, com o amadurecimento do mercado de incentivos, percebeu-se que eles deveriam se tornar um meio de relacionamento com o funcionário. Então, as empresas passaram a apostar nas viagens.

“Pesquisas mostram que, quando se pergunta ao colaborador o que ele quer ganhar, em primeiro lugar vem dinheiro, depois bens materiais, carro, casa e uma viagem. Quando perguntado do que ele lembra mais, primeira é a viagem e o dinheiro está no fim da lista. Dinheiro é para pagar conta. Viagem é um sonho, porque não é palpável, é vivenciado”.