Vestibular, exame de categoria, prova de admissão: como se preparar?

O indicado é que candidato se dirija ao local da prova, antes da data de realização, para que tenha noção de tempo

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SÃO PAULO – Fazer uma prova pode ser motivo de nervosismo e ansiedade, principalmente quando ela é decisiva para a carreira. No mercado de trabalho brasileiro, constantemente os profissionais se deparam com avaliações. Primeiro, é o vestibular, depois, o exame da categoria – exigido em algumas áreas, o teste para entrar em uma determinada empresa ou o concurso público. Diante deste contexto, quem tem mais equilíbrio emocional, além do conhecimento necessário, sai na frente.

Para diminuir o nervosismo, porém, é necessário preparo e certeza de que tudo dará certo no momento da avaliação. De acordo com o coordenador do curso preparatório para a OAB do Complexo Jurídico Damásio de Jesus (CJDJ), Marcelo Cometti, o mais indicado é que o candidato se dirija ao local da prova antes da data de realização, para que tenha noção de tempo e não passe por nenhum “sufoco” no dia do teste.

“Quando chegar ao lugar, no dia da prova, procure não ficar lendo anotações. Tudo que deveria ser aprendido já foi. Agora, não há mais tempo para absorver nada. Se estudou e se preparou, o resultado é mera conseqüência”, disse o coordenador.

A prova

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No momento da prova, escolha primeiramente as matérias com as quais possui mais afinidade. “Mas faça do primeiro ao último teste. Muitas vezes, as pessoas desistem porque está difícil e deixam de fazer os testes mais fáceis, que ainda estão por vir. Começou em uma área, vá até o final, para não precisar ficar voltando”.

Outra dica do coordenador é que os candidatos, quando estiverem em dúvida sobre duas respostas da mesma questão, decidam na hora qual é a alternativa. “Não adianta pensar que deve deixar para frente, porque pode ter um indício de resposta em outra questão. Quem faz a prova já pensa em não deixar dicas”.

Além desse motivo para não adiar a resposta de uma questão, Cometti ainda disse que, se a pessoa ficar voltando para a questão que deixou de fazer a todo o momento, em vez de fazer uma prova de 100 questões, por exemplo, fará uma de 120. “Quando voltar, o candidato já estará cansado e aquela informação que estava no subconsciente e que poderia aparecer, não vai mais aparecer”.

Provas canceladas

No último domingo (9), uma prova da primeira fase da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) foi cancelada por vazamento de informações. No mesmo final de semana, candidatos de concurso público da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também tiveram a notícia de que a prova foi anulada.

De acordo com Cometti, de forma alguma os candidatos foram prejudicados pelo cancelamento da prova. “O fato de adiar não faz com que o conhecimento seja perdido. Se a opção dos candidatos é exercer a advocacia, por exemplo, eles devem ter esse conhecimento para toda a vida”, afirmou.