Veja razões para aceitar ou rejeitar um emprego que paga menos

Se quer ter mais tempo com os filhos, o que faria por um horário flexível? Se foge do trânsito, que tal uma empresa próxima?

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SÃO PAULO – Seria hipocrisia negar: o dinheiro é importante. Para os profissionais, principalmente aqueles que têm uma família para sustentar, ele costuma estar no topo das preocupações na hora de optar por determinada proposta de trabalho.

Mas não é a única coisa que importa. Na realidade, dependendo da fase da carreira e das ambições da pessoa, pode não ser tão relevante, explica o coach e autor do livro “Executivo, o super-homem solitário”, Emerson Ciociorowski.

Ele exemplifica com o caso dos estagiários e dos trainees. O dinheiro pode não estar nem mesmo entre os dez principais fatores que levam muitos dos jovens a preferir uma empresa em detrimento de outra.

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A razão é que, nessa fase da carreira, eles buscam aprender com profissionais que são mentores, que admiram, além de ganhar experiência e renome. Uma das preocupações, por exemplo, diz respeito ao nome da empresa. Quanto mais conhecida e respeitada ela for no mercado, melhor para o currículo. Outra preocupação é a possibilidade de crescimento na organização.

Além do dinheiro…

Se o que você busca é aprender, o quanto daria para trabalhar com aquele profissional conhecido e admirado por todos da sua área, sobre o qual tanto ouviu falar na época da faculdade? Se você busca satisfação no trabalho, o quanto daria para fazer o que realmente gosta?

Se você busca qualidade de vida, o quanto daria para trabalhar em uma empresa que tem academia gratuita para seus funcionários? Se você quer ter mais tempo com os filhos, o que faria para ter um horário de trabalho flexível? Se ajudar os outros é tão prazeroso para você, não te faria feliz trabalhar em uma ONG?

Os questionamentos são inúmeros. A resposta é sempre a mesma: o dinheiro não é tudo. “Há quem mude para um emprego que paga menos porque quer dar outro rumo à carreira ou simplesmente porque quer fugir do trânsito, preferindo trabalhar em uma empresa que fica mais perto de sua casa”, explica Ciociorowski.

Da mesma maneira, há quem fuja dos ambientes hostis ou competitivos, das empresas que só sabem pressionar seus funcionários, sem que haja uma contrapartida, dos chefes que não sabem liderar. Os motivos para aceitar um salário menor são inúmeros. Agora, quem é estagiário e depende do salário para pagar a faculdade, deve refletir com cautela antes de topar trabalhar em um lugar que paga menos. O mesmo vale àqueles que têm uma família para sustentar ou uma hipoteca para pagar. Os riscos devem ser calculados.

De qualquer maneira, na opinião do coach, a remuneração mais baixa do que a que se ganhou um dia deve ser encarada como temporária. “O ideal é que o profissional lute para, ao menos, reconquistar o mesmo patamar de salário”, recomenda Ciociorowski. “Tenha uma noção realista do seu valor, do quanto agrega à empresa e lute por isso. Se você não se valoriza, quem irá te valorizar?”.

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