Veja por que alguns profissionais ganham pouco e como reverter a situação

Em pequenas empresas, salários podem ser determinados pela avaliação pessoal que o empresário faz do funcionário

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SÃO PAULO – Muitas pessoas não compreendem por qual motivo o salário não condiz com suas expectativas e, às vezes, com suas necessidades. Quem nunca se viu nessa situação? Apesar de se dedicar com afinco e se empenhar, tanto no dia-a-dia do trabalho quanto na atualização profissional, a empresa simplesmente não reconhece o esforço, determinando um salário que você percebe que é baixo, quando conversa com outros profissionais da área.

É comum, nessas situações, que o profissional fique com uma auto-estima baixa, causada pela desvalorização profissional e pelo orçamento apertado, que o impede de ter uma vida melhor, de comprar a casa própria, de estudar, ou até mesmo de ir para os lugares que gosta nos finais de semana, dependendo do caso.

O consultor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações, Paulo Celso de Toledo Jr., explica que existem várias formas de as companhias tratarem os salários. “Grandes empresas têm um sistema sofisticado de gestão da remuneração total. As médias fazem algo. Já as pequenas, geralmente, não têm critérios claros”.

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Nessas pequenas empresas, conta ele, a falta de profissionalismo pode ser tão grande que os salários acabam determinados pela avaliação pessoal que o empresário faz do funcionário. “Ele leva em consideração simpatias pessoais e informações deturpadas sobre o mercado de trabalho”, afirma o especialista.

Como saber se o salário é compatível?

Toledo dá dicas de como saber se o seu salário é compatível com você e com o mercado no qual atua: “Converse com profissionais de Recursos Humanos. Se não conhecer nenhum, faça a sondagem com amigos que trabalham no mesmo ramo, mas em outras empresas. Esteja atualizado acerca do que ocorre em seu mercado de trabalho”, recomenda.

“Outra alternativa é utilizar aquelas tabelas de pesquisas salariais elaboradas por alguns periódicos e por instituições que trabalham com recrutamento e seleção. Mais uma referência é o piso salarial estabelecido pelo sindicato de sua profissão, que é o mínimo a ser pago pelas empresas”, sublinha ele.

O consultor lembra ainda que é importante analisar seu currículo. Se possui um MBA, um mestrado ou uma pós-graduação, por exemplo, precisa ganhar mais do que um recém-formado. Outra recomendação dele é avaliar se o trabalho que realiza é estratégico, ou se é fácil encontrar alguém que possa fazer o mesmo, com igual nível de qualidade. “Se sabe que irá demorar meses para achar alguém com sua especialização, já tem uma pista de que deveria ganhar mais”.

Conversa

Munido de todas as informações sobre o mercado, se acreditar que seu salário é injusto, é hora de conversar com seu chefe. Peça uma explicação acerca do que determina seu salário e peça, com muito jogo de cintura, um aumento. Questione se seu desempenho não é satisfatório e, caso a resposta seja positiva, pergunte como melhorar.

O pedido de aumento salarial deve ser uma decisão acertada. Isso porque, em muitas empresas pequenas, onde, como já citamos, falta profissionalismo, é possível que o profissional fique marcado como rebelde ou até mesmo acabe demitido.

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