Veja motivos para comemorar o “Dia do Trabalho”

Data deve ser celebrada por alto número de alternativas para que pessoas mostrem competências; mas é momento de reflexão

SÃO PAULO – O desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País atingiu 10,1% da PEA (População Economicamente Ativa), que foi estimada em 22,891 milhões de pessoas, segundo o último levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Diante destes dados, que mostram a falta de emprego formal para muitas pessoas, alguns pensam que não há motivos para se comemorar o “Dia do Trabalho”, no próximo 1º de maio. No entanto, estas pessoas estão equivocadas, de acordo com a psicóloga Vicky Bloch.

Aumentam alternativas

“O efeito desta onda de desemprego não precisa ser, necessariamente, o aumento do subemprego ou da criminalidade. Muito pelo contrário, nunca na história as pessoas tiveram tantas possibilidades para viver suas competências”, disse a psicóloga.

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Isso significa que deve ser comemorada a competência e diversidade de vínculos empregatícios. Muitas pessoas têm sua renda provida de trabalhos freelancers, quando realizam alguns projetos para as empresas, e na prestação de serviço temporários.

Tudo isso mostra que o “Dia do Trabalho” deve ser comemorado porque as pessoas têm a opção de escolher outras alternativas para se manter financeiramente e de acordo com suas competências. “A sua competência central é que o destaca dos demais. Pessoas assim têm a capacidade de encontrar soluções criativas”, disse Vicky.

Momento para refletir

Se você reclama muito de sua vida profissional, este dia pode ser usado para que reflita sobre suas condições: você tem feito o que gosta? Está feliz neste ambiente? Caso as respostas sejam positivas, este dia deve, com certeza, ser celebrado. Já se forem negativas, é melhor começar a planejar uma mudança.

A data comemorativa deve ser usada também para que as pessoas lembrem das alternativas de trabalho que fazem com que pessoas do planeta vivam em condições precárias e sem os direitos que lhe são garantidos, como o trabalho escravo e o informal, os quais devem ser combatidos em qualquer sociedade.