Veja a alimentação ideal para quem come fora, leva marmita ou vive estressado

Má alimentação prejudica a performance no trabalho e pode acarretar problemas na relação com colegas

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SÃO PAULO – Na correria do dia-a-dia, mal dá para se alimentar corretamente. Mas quem pensa que o hábito de enganar o estômago na hora do almoço ou de passar horas a fio sem comer não traz nenhum prejuízo à saúde e à carreira está enganado.

A má alimentação prejudica a performance no trabalho e pode acarretar estresse e mau humor, o que interfere nas relações interpessoais. Além disso, quem não come direito fica doente com mais facilidade. A primeira conseqüência é o absenteísmo.

O que comer no almoço

O profissional que leva comida de casa – a famosa marmita -, deve incluir na refeição alimentos ricos em proteína (carne vermelha, frango ou peixe), em carboidrato (arroz ou macarrão), leguminosas (feijão) e fibras (legumes e verduras).

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Como sobremesa, ele pode levar uma fruta que seja prática, como a maçã, que possui vitaminas e fibras, de acordo com a nutricionista Laila Figueira, da Consultoria de saúde Sprim Brasil. Quanto à ingestão de líquidos durante a refeição, se a pessoa tem esse costume, o ideal é não ultrapassar 200ml de líquido (1 copo tipo requeijão) durante as refeições, para que a digestão não fique prejudicada.

“Vale lembrar que os alimentos devem ser preparados na véspera, mantidos em refrigeração durante a noite e levados à geladeira logo que o profissional chegar ao trabalho, mantendo-os refrigerados durante toda a parte da manhã. Quando a refeição é fresca, o risco de contaminação diminui, assim, é possível acondicionar todas as preparações num mesmo recipiente, com exceção da salada”, explica.

A mistura de carboidratos, proteínas, fibras e leguminosas também é válida aos profissionais que comem fora. “Mas é importante saber a procedência do restaurante em que se está comendo, para não haver risco de doenças transmitidas por alimentos”, alerta a nutricionista.

Vale-refeição insuficiente

Outro problema freqüente envolvendo a alimentação fora de casa é o vale-refeição, cujo valor é, muitas vezes, insuficiente. Suponha que na região em que está localizada a empresa, um almoço custe R$ 13, mas o vale é de apenas R$ 10. Para evitar o gasto adicional que se sucederá no fim do mês, sem deixar o almoço deficiente de nutrientes, o profissional deve cortar os supérfluos.

“Por exemplo, dispense a sobremesa e leve uma fruta de casa para comer após a refeição. Dê preferência aos restaurantes por quilo, pois você pode ter mais controle na escolha dos alimentos. Abuse das saladas, que além de não pesarem muito, são super saudáveis. Na escolha da proteína, por exemplo, escolha carnes sem osso. Fuja das massas – que pesam muito – e prefira o arroz integral”, exemplifica Laila.

O suco ou o refrigerante podem ser considerados supérfluos, uma vez que, como já foi citado, líquidos prejudicam a digestão.

Alimentação para quem tem estresse

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Se o profissional sofre de estresse, deve dar preferência aos alimentos que possuam antioxidantes, tais como frutas e legumes ricos em vitamina C e A – laranja, acerola, abacaxi, maracujá, melancia, mamão, vegetais verde-escuros, abóbora, cenoura e tomate. “Os antioxidantes ajudam no combate aos radicais livres que causam envelhecimento celular e redução da imunidade”, explica Laila.

Nozes, sementes e castanhas, que possuem vitamina E e selênio também são muito importantes. “Não esquecer de beber bastante água, combatendo assim a desidratação, que é responsável pela fadiga. A água ajuda ainda o organismo a liberar as toxinas mais rapidamente”.

A especialista ressalta ainda que, para combater o estresse, além de incluir determinados alimentos, deve-se diminuir ou evitar bebida alcoólica, açúcar, cafeína e fumo.

E para quem pratica exercícios físicos?

Para aqueles que têm o saudável hábito de praticar exercícios físicos, antes ou depois do trabalho, é preciso elaborar um plano alimentar, que deve estar de acordo com o tipo de atividade e o gasto calórico.

“De uma forma geral, para esse tipo de paciente, nunca é recomendado praticar qualquer atividade em jejum. O café da manhã deve ser reforçado, rico em cereais, leite ou derivados e frutas. Já as grandes refeições (almoço e jantar) devem ser feitas apenas três ou quatro horas antes do exercício. Caso seja uma refeição leve (iogurte, barra de cereal), deve ser realizada, pelo menos, uma hora antes dos exercícios. Depois da atividade, uma alimentação rica em proteína e carboidrato é importante para ajudar na recuperação dos músculos e repor as fontes de energia”, analisa a nutricionista.

Alimentação para quem sofre de insônia

Para o profissional que tem insônia, é recomendado tomar um copo de leite quente antes de dormir, o que ajuda a ter uma noite tranqüila. “O leite contém triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é um neurotransmissor associado ao sono. Recomenda-se não beber café, chocolate ou qualquer outra bebida estimulante à noite”.

A especialista alerta que o álcool interfere no sono e pode fazer com que a pessoa adormeça rapidamente, mas acorde freqüentemente durante a noite ou tenha uma noite de sono mais superficial. “Se a pessoa tem dificuldade de dormir frequentemente, é importante ir ao médico para diagnosticar o tipo de distúrbio, pois o tratamento pode englobar não só o controle da alimentação”, finaliza.