MBA

Veja 8 universidades que irão te deixar mais próximo do seu sonho profissional

Qual é o seu objetivo? Quer trabalhar na Amazon? Apple? Ou montar seu próprio negócio?

SÃO PAULO – Com em torno de 13 mil escolas de pós-graduação de negócios em todo o mundo, o MBA tornou-se claramente uma mercadoria. Então como você faz para escolher o melhor curso? Qual a diferença entre as instituições classificadas em sexta e sétima posição nos rankings da The Economist, Businessweek ou Financial Times? Quais as universidades preferidas dos recrutadores?

A fim de resolver essas dúvidas, o jornal The New York Times entrevistou recrutadores das empresas mais desejadas para se trabalhar para descobrir quais são as melhores empresas para cada setor e objetivo de carreira.

Veja as oito instituições de ensino citadas:

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Se você quer: trabalhar na Amazon
Instituição: Ross School of Business (Universidade de Michigan)
A empresa contrata regularmente mais pessoas das 10 melhores escolas de negócios do que as grandes empresas de Wall Street. E sua demanda está crescendo: em 2014, a Amazon contratou 40% mais de MBAs do que em 2013.

O grande destaque vai para a Ross School of Business. O gigante do e-commerce contratou 27 alunos de Michigan no ano passado e 37 nos dois anos anteriores. Segundo o e vice-presidente da Amazon Marketplace, Peter Faricy, formado em Ross em 1995, que enquanto os graduados Ross tem traços comuns à maioria dos MBAs, como capacidade analítica e habilidades de resolução de problemas, algumas ofertas relacionadas ao currículo são particularmente adequadas para a empresa. 

O curso, por exemplo, leva os alunos a campo para resolver um problema de uma empresa patrocinadora. No ano passado, a Amazon foi usada como case para três grupos. 

Se você quiser: trabalhar na McKinsey & Company
Instituição: Kellogg School of Management (Northwestern)
Conseguir uma vaga na concorrida empresa de consultoria McKinsey é algo bem difícil, mas os graduados na Kellogg School of Management já estão um passo à frente. No ano passado, 35% dos contratados eram da instituição, contra 23% de Harvard e 16% de Stanford. Ao longo dos últimos cinco anos, 215 graduados da Kellogg passaram pela McKinsey & Company.

Elizabeth Ziegler, diretora associado de programas de MBA na Kellogg e ex-sócia da McKinsey, diz que as empresas de consultoria olhar para duas coisas específicas dos graduados: um dom natural para a construção de relações de confiança e habilidades para resolver problemas.  

Se você quer: trabalhar na Apple
Instituição: Fuqua School of Business (Duke)
O Vale do Silício não é repleto de empresários com diploma de MBA, afinal de contas, não é preciso um diploma de pós-graduação para ter uma brilhante ideia na sua garagem. O fundador da Apple, Steve Jobs, por exemplo, não terminou a faculdade e era conhecido por desprezar consultores de gestão e investimentos.

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No entanto, a empresa, que uma vez foi símbolo da contracultura tecnológica, passou por uma revolução. Dois dos 10 principais executivos da Apple vêm de Fuqua School of Business: o CEO, Tim Cook, e o vice-presidente sênior de operações, Jeff Williams. 

Além disso, a empresa contratou 32 graduados Fuqua ao longo dos últimos cinco anos, além de fornecer 42 estágios para estudantes de Duke.

Se você quer: trabalhar na Procter & Gamble
Instituição: Kelley School of Business (Universidade de Indiana)
Se quem faz MBA pensa em trabalhar empresas de consultoria, gigantes da tecnologia ou private equity, os alunos da Kelley podem encontrar no futuro uma vaga na centenária Procter & Gamble.

A P&G e a universidade têm uma forte ligação. A escola é a maior fonte de gerentes de marca: 172 pessoas; um deles é o GBO (Global Brand Officer) da marca, Marc S. Pritchard.

A conexão entre as duas começou quando a empresa formou um projeto de pesquisa conjunta com o Dr. Joseph Mühler na Universidade de Indiana para desenvolver e testar uma nova pasta de dentes com flúor.

Se você quer: abrir a sua própria empresa
Instituição: Harvard Business School
Os recursos que a Harvard tem dedicado às suas ofertas empresariais nos últimos anos estão começando a mostrar resultados reais. A escola oferece 33 cursos de graduação de nível de empreendedorismo, com o segundo maior número de professores dedicados a finanças. 

Mas seu esforço vai muito além da sala de aula. A universidade faz competições anuais para premiar New Ventures e auxilia os graduados que estão buscando novos empreendimentos com reduções de empréstimo de US$ 10 mil a US$ 20 mil. Só no ano passado, 21 estudantes empreendedores receberam mais de US$ 325 mil por meio do programa. 

Se você quer: trabalhar em Private Equity
Instituição: Stanford Graduate School of Business
As empresas de private equity têm os trabalhos mais lucrativos para MBAs, mas ainda assim, as vagas são concorridas. Enquanto as escolas da Costa Leste pareçam uma escolha óbvia, dada a sua proximidade com Wall Street, o private equity não está vinculado a Nova York na forma de banco de investimento.

Por contra disso, a Universidade de Stanford conseguiu se destacar na área. O sucesso dos seus diplomados em empregos cobiçados de private equity provou que a instituição é mais do que apenas um campo de recrutamento para a indústria de tecnologia da Califórnia.

Em 2014, Stanford colocou 12% dos seus diplomados em trabalhos de private equity, uma porcentagem maior do que Wharton da Universidade da Pensilvânia (8,5%), Booth, da Universidade de Chicago (5,1%) e Columbia (2,4%), ficando atrás somente de Harvard (13%). 

Segundo Madhav V. Rajan, o reitor em exercício, a longa herança de Stanford em ensinar aos estudantes como dimensionar empresas pequenas e de crescimento rápido se encaixa perfeitamente com seus demais cursos de finanças analíticos para preparar os estudantes para o setor.

Se você quer: trabalhar com artigos de luxo
instituição: HEC Paris
A HEC Paris não é apenas sobre luxo. No ano passado, o The Economist classificou a instituição como a melhor escola de negócios superior da Europa e a quarta melhor do mundo. 

Sua proximidade com Paris é claramente crucial. Os alunos têm a oportunidade de visitar lojas, oficinas e sede dos ícones de luxo, incluindo a gigante Kering, proprietária das marcas Alexander McQueen, Balenciaga, Brioni, Gucci e Puma, além de Cartier, Chanel e Hermès. 

O programa sobre o setor de luxo é restrito a apenas 50 alunos por ano, e os 50 encontram postos de trabalho em algumas das maiores marcas. Os principais executivos da Kering, Balenciaga, L’Oréal e Louis Vuitton estudaram lá.

Se você quer: ter educação global
Instituição: Yale School of Management
Edward A. Snyder está reinventando a escola de negócios da Universidade de Yale. Logo após sua chegada como reitor em 2011, a escola criou a Rede Global de Gestão Avançada, que gerou uma adesão impressionante de 27 escolas dos cinco continentes, incluindo nomes bem conhecidos, como a INSEAD e London School of Economics.

O consórcio tem produzido estudos de caso e do corpo docente conjunta, e criou cursos online disponíveis apenas para alunos de escolas da rede. Os alunos também têm a oportunidade de prosseguir estudos em outras escolas parceiras.

Desde a sua criação em 1976, a Escola de Administração de Yale tem insistido em que empresas, governos e líderes precisam entender melhor um ao outro. Dr. Snyder deixa claro: “Não estamos abandonando a missão de longa data da escola. Sustentabilidade ambiental, por exemplo, não vai ser resolvido pelo governo, mercado ou por organizações sem fins lucrativos. Estamos continuando dentro do quadro, mas um pouco mais moderno e mais global”.

Se você quer: mudar o mundo
Instituição: Presidio Graduate School
A escola mais jovem na lista, Presidio, tem apenas 12 anos e foi criada por um advogado e um ex-executivo de publicidade que acreditavam que as escolas não estavam produzindo o tipo de diplomados socialmente conscientes que o mundo precisa.

Os seus graduados fundam empresas voltadas para a sustentabilidade, como a Muir Data Systems (gerenciamento de dados para a indústria de turbinas eólicas) e Mission Motors (sistemas de veículos elétricos).