Valor da folha de pagamento da indústria cai 2,2% em março, segundo IBGE

O resultado é frente a março do ano passado; o trimestre, no entanto, acumulou resultado positivo, de 4,4%

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SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou queda de 2,2% frente a março de 2008. Com relação a fevereiro, a queda foi de 2,5%. O resultado foi obtido após alta de 1,9% em fevereiro, acumulando perda de, também, 2,5% no primeiro trimestre do ano, frente ao trimestre anterior.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No acumulado do ano, o índice não variou, ao passo que nos últimos doze meses avançou 4,4%.

Aumento em 10 atividades

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Considerando os valores pagos pela indústria em março, na comparação com março do ano passado, o IBGE constatou redução em 12 dos 18 setores analisados.

Meios de Transporte e Máquinas e Equipamentos sofreram redução significativa no terceiro mês do ano, frente a março de 2008, e registraram variações negativas de 11,7% e 5,4%, respectivamente. As indústrias Extrativa Mineral e Papel e Gráfica foram os setores que seguraram uma queda maior, registrando altas de 12,1% e 18,5%, respectivamente

No primeiro trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado, onze segmentos atingiram resultados negativos, sendo que Máquinas e Aparelhos Eletroeletrônicos e de Comunicações (-6,7%), Meios de Transporte (-2,5%) e Borracha e Plástico (-7,1%) se destacaram. Na outra ponta, o principal destaque positivo ficou com a Indústria Extrativa (23,6%).

Análise regional

No âmbito regional, 7 dos 14 locais pesquisados apontaram queda no valor da folha de pagamento real em março, frente ao mesmo período do ano anterior, com destaque para São Paulo (-4%), Minas Gerais (-4,8%) e Rio Grande do Sul (-4,5%).

Em São Paulo, o setor de Meios de Transporte e de Máquinas e Equipamentos foram os que contribuíram mais para puxar o índice para baixo, registrando quedas de 14,2% e de 7,8%, respectivamente.

No trimestre, frente ao mesmo período do ano passado, oito locais apontaram taxas positivas, com destaque para Espírito Santo (13,9%) e Rio de Janeiro (2,3%). Nesse período, São Paulo recuou 1,3%.

Sobre a pesquisa

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O IBGE considera, em sua pesquisa mensal, o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência.

Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.