Vai para outro estado? Prepara-se para driblar barreiras culturais

Em busca de oportunidades, profissionais enfrentam problemas que precisam ser superados. Preparado para o desafio?

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SÃO PAULO – Piadinhas por conta do sotaque, brincadeirinhas em razão da regionalidade e tudo vira motivo de chacota entre os colegas de trabalho, que acabam de receber na equipe mais um novo profissional de outro estado. A situação até poderia parecer estranha para alguns, mas na verdade costuma ser mais comum do que se possa imaginar.

“Os profissionais precisam aprender a não reagir às piadinhas dos colegas e levar tudo como uma brincadeira”, aconselha o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Rômulo Machado.

Segundo ele, que é também mineiro de Uberlândia e vivenciou uma transferência de trabalho para outro estado, para sobreviver às barreiras culturais, os profissionais precisam estar abertos às novas experiências e, sobretudo, prontos para os novos desafios.

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“Quando fui contratado para um trabalho em Curitiba, vi vários colegas abandonarem o emprego por problemas de adaptação. Eu mesmo enfrentei piadinhas por conta do meu sotaque, mas me adaptei”, conta Machado.

Rixa regional
Alguns dizem que sim, outros que não, mas em determinados estados ainda há quem diga que exista uma certa rixa entre os profissionais de diferentes regiões.

“No meu ponto de vista, São Paulo e o Rio de Janeiro já competiram muito, mas agora nem tanto. De forma geral, acredito que o Rio Grande do Sul ainda seja bem resistente à entrada de trabalhadores de outros estados, especialmente do Paraná”, diz Machado.

Segundo ele, o mercado na região ainda é muito fechado e costuma ter poucos profissionais vindos de ‘fora’ [de outros estados] que costumam se dar bem.

Receita de sucesso
Mas mesmo sabendo que mudar de estado pode não ser fácil, nem tudo precisa ser complicado: basta lembrar que uma simples de atitude pode mudar muita coisa, não é mesmo?

Além disso, é importante saber que ninguém vive só e nesses processos, integração é tudo. Por isso, levar a família para o convívio profissional pode se mostrar um bom negócio.

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“Minha família me ajudou muito nessa fase, pois sempre participou dos eventos promovidos pela empresa e isso fez com que eles se integrassem mais rapidamente também”, explica Machado.