Universidades falham na formação de empreendedores

Para 58,9% dos universitários o mais importante na hora de empreender é o conhecimento adquirido em sala de aula

SÃO PAULO – As universidades falham na formação de empreendedores, na opinião dos próprios estudantes, que esperam mais por esse tipo de qualificação para enfrentar a concorrência acirrada do mercado de trabalho. As conclusões fazem parte de estudo divulgado, na última segunda-feira (21), pela Assessoria de Pesquisas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

De acordo com o levantamento, realizado com 1.795 universitários, a maior parte deles, todos do último ano, afirmou que a universidade tem formação insatisfatória nessa área (65,6%), raramente ou nunca oferece disciplinas sobre negócio próprio em sala de aula (50,3%), que os professores não os estimulam nesse sentido (57,8%) e que quase não há análise de casos de empresas em sala de aula (54,4%).

Formação

Os jovens demonstram esperar que a formação de empreendedor se dê nas universidades. Para 58,9%, o mais importante na hora de empreender é o conhecimento adquirido em sala de aula. E 65,6% consideram a formação que recebem nessa área insuficiente.

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Quando questionados sobre os fatores mais importantes para se abrir um negócios, a maioria (50,6%) respondeu ter capital próprio. Para 28%, o mais importante é conhecer bem o campo de atuação. E somente para 7,1% o fundamental é ter uma idéia ou produto inovador.

Com relação ao planejamento, financiamento tributação, o conhecimento dos jovens se revela escasso, pois 80% não têm idéia dos procedimentos burocráticos necessários, 75% não sabem como criar um plano de negócios e 73,6% têm pouca ou nenhuma informação sobre como conseguir crédito.

Considerando a oferta de disciplinas que abordem responsabilidades legais das empresas, 46,8% não têm ou desconhecem. No caso de disciplinas sobre fontes de financiamento, o número dos que não têm passa para 66,4%.

Sobre a pesquisa

Dos 1.795 universitários entrevistados, 36,2% estão matriculados em universidade públicas e 63,8%, em particulares. Do total, 59,1% são dos cursos de ciências sociais e humanas, 23,3%, de exatas e 17,6%, de biomédicas.

A pesquisa abrangeu 80 universidades de 26 municípios e foi realizada entre 15 e 27 de abril.