Trens das linhas Presidente Altino e Brás podem parar a partir de quarta

Decisão deve ser anunciada no final do dia, após assembléia geral. Trabalhadores esperam pagamento de dissídio

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SÃO PAULO – Usuários de trem das linhas Presidente Altino (B e C) e Brás (E e F) podem ficar sem transporte a partir de quarta-feira (1º), bem na véspera do feriado. A confirmação, contudo, só será dada no final do dia. Isso porque os trabalhadores exigem o repasse do dissídio da categoria, estipulado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em setembro.

Nesta terça (31), todos os funcionários da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos receberão o pagamento referente ao mês anterior, que já deverá ter o aumento de 4,12% incluso.

Pendência

“Estamos nessa dependência. Faremos uma assembléia geral às 17 horas para definirmos a situação”, garantiu o diretor executivo do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Ferroviárias da Região Central do Brasil, Edson Guitiérrez dos Santos. A categoria responde pelas linhas E e F, que recebem, ao dia, cerca de 400 mil pessoas.

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O futuro de quem toma trens com destino a Itapevi e Francisco Morato (B e C) será definido às 16 horas, também em reunião com todos os representantes da categoria.

Linhas

As seis linhas da CPTM são divididas em três sindicatos. Aquele responsável pela rota da Luz (A e D), que liga Jundiaí a Rio Grande da Serra, já informou que, mesmo que o repasse não seja dado, todos os maquinistas estarão no horário de costume atendendo à população.

“Vamos tentar outros meios, brigaremos na Justiça”, garantiu o secretário do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Ferroviárias de São Paulo, Márcio Alves.

Por fim, segundo a assistente jurídica do Sindicato dos Engenheiros, Karen Blanco, a categoria não deve cruzar os braços a partir de quarta.

Negociações

Conforme a CPTM, no início das negociações do dissídio de seus funcionários, em setembro, a empresa apresentou proposta de reajuste zero para os trabalhadores. Após amplas discussões, o TRT estabeleceu que o aumento seria de 4,12% sobre o salário, abono do ano passado e sobre o ticket refeição.

À época, os sindicatos informaram que, se esse porcentual não fosse depositado em outubro junto ao pagamento, haveria uma paralisação.

Plano de emergência

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A companhia possui quase 6 mil funcionários e atende a cerca de 1,5 milhão de pessoas por dia. Em 15 anos de administração das linhas ferroviárias, nunca houve uma greve. Não há nenhum plano de emergência para situações do tipo.