Treinamento é fundamental para que o profissional não cometa erros no emprego

Treinamento deve ser realizado por pessoas habilitadas, evitando assim que o recém-contrato aprenda vícios do colega

SÃO PAULO – Com o mercado de trabalho aquecido, os processos de contratação das empresas estão a todo vapor. Mas não basta apenas trazer mais um integrante para dentro do escritório. É necessário treiná-lo. É o que orienta especialistas ouvidos pelo Portal InfoMoney.

O treinamento de um profissional não está limitado a apenas ensinar a atividade que ele irá desempenhar no trabalho. Ele também é importante para mostrar a história e os valores da empresa, afirma a diretora-executiva da Quality Training, Marisa Ayub.

“O treinamento é para o profissional conhecer e se adequar melhor às necessidades da empresa. Assim ele pode trazer resultados e novas ideias”, complementa.

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Erros futuros
Marisa acrescenta que o treinamento é fundamental para evitar que o profissional cometa erros no decorrer do tempo. A mesma vantagem é apontada pelo palestrante de motivação e sócio-diretor da Motiva Consultoria, Oscar Zabala.

“A falta de treinamento pode causar prejuízo à empresa. O treinamento evita que os profissionais cometam erros durante meses seguidos. Por meio dele a pessoa é ‘ambientalizada’ da maneira correta”, ressalta o especialista.

Segundo Zabala, é arriscado que o colega ou o chefe sem preparo ofereça o treinamento ao profissional, já que o colaborador pode aprender os “vícios” do outro. Também é comum que bons profissionais não saibam passar seus conhecimentos ou ainda que não queiram.

Para ele, o mais indicado é que a empresa contrate um especialista. De acordo com Zabala, durante a consultoria realizada antes do treinamento, o especialista pode identificar profissionais que possam atuar como “multiplicadores do conhecimento”, sabendo transmitir o que a empresa deseja de maneira correta.

Tempo do treinamento
Sobre o tempo que o profissional deve ser treinado, Marisa aconselha entre 15 dias a um mês, dependendo da atividade e da área que o colaborador irá atuar.

Zabala acrescenta ainda que o treinamento não deve ser limitado somente aos récem-contratados. Ele deve ser estendido aos demais funcionários. Para ele, o prazo para que os treinamentos ocorram é a cada três meses.

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“O treinamento é uma educação continuada do trabalho. Ele proporciona novos desafios, desperta novas vontades. As pessoas têm o hábito de caírem na rotina, de fazer tudo no automático depois de um tempo”, finaliza.